STJ revoga habeas corpus e autoriza prisão de Oruam

Rapper pode voltar à cadeia após violar uso da tornozeleira

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou, nesta segunda-feira (2/2), a liminar de habeas corpus que mantinha o rapper Oruam em liberdade. A decisão abre caminho para o retorno do músico à prisão, caso seja expedido um novo mandado.

Instagram/Reprodução

A informação foi revelada com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira.

Entenda o caso

O rapper, cujo nome de batismo é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por sete crimes, entre eles:

  • Tráfico de drogas

  • Associação ao tráfico

  • Resistência e desacato

  • Dano, ameaça e lesão corporal

Posteriormente, ele também foi denunciado por tentativa de homicídio contra policiais, em decorrência dos mesmos fatos.

Em setembro de 2025, o STJ concedeu uma liminar que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como:

  • Comparecimento periódico ao juízo

  • Recolhimento domiciliar noturno

  • Uso de tornozeleira eletrônica

Por que o habeas corpus foi revogado

Na decisão proferida em 2 de fevereiro, o STJ negou definitivamente o habeas corpus após constatar descumprimento das medidas impostas. Segundo o relator, o monitoramento eletrônico apresentou 28 interrupções em apenas 43 dias, principalmente durante noites e fins de semana, comprometendo a fiscalização judicial.

O tribunal entendeu que as falhas não podem ser tratadas como meros problemas técnicos.

Defesa se manifesta

A defesa de Oruam alegou que as interrupções ocorreram por problemas no carregamento da bateria da tornozeleira. No entanto, o relator afirmou que a justificativa é frágil e não se sustenta diante da frequência e do padrão das ocorrências.

Segundo o ministro, a conduta do artista representa risco à ordem pública e à aplicação da lei penal, além de demonstrar falta de comprometimento com decisões judiciais.

Efeitos da decisão

Com a revogação da liminar, a prisão preventiva volta a produzir efeitos imediatos. Um ofício comunicando a decisão já foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que poderá expedir novo mandado de prisão.

O relator do caso é o ministro Joel Ilan Paciornik, o mesmo que havia concedido a liberdade provisória ao rapper em setembro.

Fonte: Metrópoles
✍️ Redigido por ContilNet Notícias

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