Alciele de Almeida Alencar, morta após agressão brutal de personal trainer no Pará

A ficha tá caindo": Alciele Alencar enviou áudio sobre relação abusiva antes de ser morta por personal trainer

Reprodução/Redes Sociais

A brutalidade de um caso de feminicídio chocou o estado do Pará e repercute em todo o Brasil nesta terça-feira (17/03). Alciele de Almeida Alencar, de 31 anos, morreu após passar mais de dez dias internada em estado gravíssimo.

Ela foi vítima de uma agressão covarde praticada por seu companheiro, o personal trainer Pedro do Nascimento Santana Júnior, que desferiu cerca de 80 socos contra o rosto da vítima, deixando-a desfigurada.

A morte cerebral de Alciele foi confirmada na última quinta-feira (12/03), e o sepultamento ocorreu no sábado, em Tomé-Açu. Antes da agressão fatal, a vítima enviou um áudio angustiante a uma amiga, revelando que finalmente estava percebendo a gravidade da relação abusiva em que vivia: “Tá caindo a ficha, aos pouquinhos”.

Com informações de Metrópoles.

Áudio de socorro e histórico de abusos

Alciele, que deixa quatro filhos três deles com o agressor, relatou em áudio as idas e vindas de um relacionamento de 11 anos marcado pelo sofrimento. “Eu já chorei muito. Eu já sofri demais. Eu já perdoei inúmeras vezes… Quando ele tá no momento de loucura, ele esquece de tudo, esquece dos filhos“, desabafou.

A família da vítima revelou que este não foi um caso isolado. Somente em 2025, Alciele já havia registrado três boletins de ocorrência por agressões contra Pedro Júnior. Infelizmente, as medidas protetivas não foram suficientes para impedir o ataque final.

Detalhes do crime

O crime ocorreu no dia 3 de março. Segundo a Polícia Civil, Alciele estava em um mototáxi quando foi perseguida por Pedro em outra motocicleta, logo após uma discussão em um bar.

O personal trainer jogou seu veículo contra a moto em que ela estava, provocando a queda. No chão, Alciele foi atacada com uma sequência ininterrupta de socos e chutes.

Após o espancamento, o agressor fugiu, mas foi preso pela Polícia Militar no mesmo dia. Alciele foi socorrida e levada ao Hospital Metropolitano em Ananindeua, onde lutou pela vida por mais de uma semana, mas não resistiu aos ferimentos graves na face e no crânio. O personal trainer Pedro Júnior continua preso e deve responder por feminicídio qualificado.

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