Ibovespa Futuro recua com disparada do petróleo e aversão ao risco global

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O Ibovespa Futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (9), com aversão ao risco dominando os mercados diante do aumento do petróleo e a perspectiva de aumento dos custos de vida e das taxas de juros em todo o mundo, enquanto investidores corriam para o dólar em busca de liquidez. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato para abril recuava 0,38%, a 181.400 pontos.

Os contratos futuros do petróleo bruto dispararam quase 30%, aproximando-se de US$120 por barril em um determinado momento — uma das maiores altas diárias já registradas — e ameaçando elevar o custo de tudo, da gasolina ao querosene de aviação.

Sem sinais de fim das hostilidades no Oriente Médio e com petroleiros ainda sem se arriscar a cruzar o Estreito de Ormuz, investidores se preparam para um longo período de custos de energia mais altos.

Viva do lucro de grandes empresas

O Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, sinalizando que os linha‑dura permanecem firmemente no comando em Teerã uma semana após o início do conflito com os Estados Unidos e Israel. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia declarado que a escolha de Mojtaba Khamenei seria “inaceitável”.

Na agenda nacional, o dia terá os resultados de MRV (MRVE3), Cosan (CSAN3) e Direcional (DIRR3). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, recebe o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 1,26%, Nasdaq Futuro recuava 1,16% e o S&P 500 Futuro tinha baixa de 1,11%.

Dólar, exterior e commoditiesO dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,36%, R$ 5,309.

Os mercados da Ásia-Pacífico reduziram parte das perdas nesta segunda após a forte queda registrada no início da sessão, em meio ao alívio parcial nos preços do petróleo depois de sinais de aumento de oferta pela Arábia Saudita.

Segundo a Bloomberg, a Arábia Saudita colocou milhões de barris de petróleo à venda, redirecionando exportações para compradores asiáticos. A medida ajudou a amenizar a pressão sobre os preços do petróleo, que haviam disparado com o conflito no Oriente Médio e temores de interrupções no fornecimento global.

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O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, depois que os principais produtores de petróleo do Oriente Médio, Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos, reduziram a produção de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar da forte pressão altista, parte do movimento foi amenizado pelas negociações sobre uma liberação coordenada de reservas estratégicas.

O Brent subia 15%, para cerca de US$ 106 o barril, mas ficou bem abaixo da máxima da sessão, de US$ 119,50. O West Texas Intermediate (WTI) estava próximo de US$ 102. Os ministros das Finanças do G7 discutirão nesta segunda uma possível liberação conjunta de petróleo das reservas, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionadas pelo aumento dos preços da energia e dos custos de frete em meio à guerra com o Irã.

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(Com Reuters e Bloomberg)

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