Os reflexos da guerra iniciada por EUA e Israel ultrapassaram as fronteiras militares e atingiram o coração do esporte mundial. Nesta quinta-feira (12/3), o governo do Irã anunciou oficialmente que sua seleção nacional não participará da Copa do Mundo de 2026.
A decisão ocorre a pouco mais de 90 dias da abertura do torneio, que terá como sede principal os Estados Unidos, além de México e Canadá.
O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, justificou a desistência citando a impossibilidade ética de competir em território americano após os bombardeios que vitimaram milhares de iranianos.
“Sabendo que este governo corrupto assassinou nosso líder, as condições não são adequadas para participar. É impossível para nós participarmos deste torneio”, declarou.
O posicionamento da FIFA e de Donald Trump
Diante da crise, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, revelou ter conversado diretamente com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Infantino, Trump garantiu que a seleção iraniana seria “bem-vinda” apesar do conflito, buscando manter a imagem da Copa como um evento de união.
No entanto, a desistência do Irã que integra o Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia abre um precedente perigoso e gera questionamentos sobre a imparcialidade da entidade máxima do futebol.
Dois pesos e duas medidas
O debate central que ferve nas redes sociais é a comparação com a exclusão da Rússia em 2022. Na época, a seleção russa foi banida pela FIFA após a invasão da Ucrânia.
Agora, surgem cobranças internacionais para que os EUA sofram sanções semelhantes por iniciarem a guerra contra o Irã e interferirem na política da Venezuela.
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Fatos Relevantes:
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Precedente: Rússia excluída em 2022 por iniciar guerra.
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Sede sob suspeita: EUA é sede e protagonista do conflito atual.
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Manutenção do Torneio: A FIFA descartou, por ora, qualquer adiamento da Copa. “A Copa é grande demais e esperamos que todos participem”, afirmou o diretor Heimo Schirgi.
A FIFA ainda não respondeu oficialmente se aplicará punições à federação americana ou como será preenchida a vaga deixada pelo Irã. O clima de incerteza paira sobre o mundial, transformando o “campo dos sonhos” em um tabuleiro de xadrez político.
Fonte: Metrópoles
Redigido por ContilNet
