Justiça mantém internação de adolescente mentor de estupro coletivo

"Mente por trás": Delegado revela detalhes de emboscada e chantagem em caso de estupro coletivo

Reprodução/Redes sociais

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a internação do adolescente apontado como o mentor intelectual de um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos, ocorrido em Copacabana.

Em audiência realizada na Vara da Infância e da Juventude nesta terça-feira (10), o magistrado determinou que o infrator permaneça em uma unidade socioeducativa enquanto o processo avança.

O adolescente, que teve sua identidade preservada por lei, é descrito pelo delegado Ângelo Lajes como a “cabeça por trás” do crime. Ex-namorado da vítima, ele teria planejado uma emboscada no apartamento de um amigo sob o pretexto de um encontro entre colegas de escola.

Emboscada e chantagem

Segundo o depoimento da vítima, ela foi atraída sozinha ao local após o convite do infrator. Ao chegar ao prédio na zona sul do Rio, foi surpreendida pela presença de outros quatro jovens e, ao recusar investidas, foi agredida e violentada pelo grupo.

As investigações ganharam novos contornos com o surgimento de outras denúncias. Uma das vítimas relatou que foi abusada há três anos, mas silenciou sob chantagem, pois o crime teria sido gravado. “Agora, em 2026, depois que ela viu essa reportagem, é que ela teria tomado coragem para denunciar”, explicou o delegado.

Investigação utiliza recursos tecnológicos para buscar vídeos dos abusos armazenados na nuvem | Foto: Reprodução/P正式

Prisões mantidas e tecnologia na investigação

Enquanto o mentor segue internado, os outros quatro envolvidos — Bruno Felipe, Vitor Hugo, Mattheus Verissimo e João Gabriel — tiveram suas prisões preventivas mantidas pela Justiça. Se condenados, as penas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Próximos passos da Polícia Civil:

  • Quebra de sigilo: A polícia solicitou a quebra de sigilo telemático para acessar arquivos em nuvem.

  • Recuperação de provas: O objetivo é localizar vídeos que teriam sido usados para intimar e chantagear as vítimas.

  • Novas oitivas: Com a repercussão do caso de 2026, espera-se que novos depoimentos ajudem a mapear a recorrência dos crimes cometidos pelo grupo.

O caso segue sob segredo de Justiça, mas a mobilização das autoridades reforça o compromisso de usar todos os recursos tecnológicos disponíveis para garantir que crimes dessa natureza não fiquem impunes.

Fonte: Metrópoles

Dirigido por ContilNet

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