Medidas do governo para combustíveis têm pouco impacto no preço, dizem entidades

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Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira, entidades do setor de combustível alertam para risco de desabastecimento de diesel no país e cobram novas ações do governo federal. O texto destaca o esforço inicial para conter a alta do combustível, acrescentando, no entanto, que as medidas terão efeito limitado no preço final ao consumidor.

O documento é assinado por representantes de postos, distribuidoras, refinarias privadas e importadores (Fecombustíveis, Sincopetro, Abicom, Refina Brasil, Sindicom e BrasilCom).

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As entidades reconhecem que a isenção de impostos federais e a subvenção de até R$ 30 bilhões para produtores e importadores ajudam a aliviar custos, mas afirmam que os efeitos não chegam integralmente às bombas.

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Um dos motivos é que os incentivos incidem sobre o diesel “A”, vendido às distribuidoras, enquanto o consumidor compra o diesel “B”, mistura com 15% de biodiesel.

As entidades afirmam ainda que o aumento de R$ 0,38 por litro no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, deve representar alta de cerca de R$ 0,32 no diesel “B”. Elas também citam leilões em que o diesel “A” é negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro, acima das próprias referências da estatal.

A nota destaca que parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores, e avaliam que se a Petrobras mantiver preços desalinhados do mercado internacional e não ampliar a oferta, refinarias privadas e importadores podem reduzir volumes, elevando o risco de falta de produto.

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Como o diesel é o principal combustível do transporte de cargas no país, o setor alerta para impacto em fretes, alimentos, produtos industriais e serviços.

De acordo com o texto, o tamanho do efeito das medidas determinadas pelo governo depende de fatores como a proporção da mistura obrigatória, o custo do biodiesel, o ICMS, o frete, os custos operacionais e a origem do produto.

Fonte: InfoMoney

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