Pacientes perdem a visão após cirurgia de catarata em clínica

Onze pacientes perdem o globo ocular após mutirão de cirurgias em Salvador; clínica está fechada.

Foto: Redes sociais

O cenário de pesadelo para pacientes que buscavam recuperar a visão em Salvador ganhou um novo e trágico capítulo nesta quinta-feira (12/03). Subiu para onze o número de pessoas que perderam a visão de um dos olhos após passarem por uma cirurgia de catarata na clínica particular Clivan.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que as vítimas sofreram infecções graves, resultando na necessidade de evisceração ocular a retirada da parte interna do globo ocular.

Ao todo, 26 pessoas realizaram o procedimento na mesma sala no dia 26 de fevereiro. Todos os pacientes estão sendo acompanhados no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Hospital Santa Luzia, sem qualquer previsão de alta médica.

Reabilitação e interdição

O caso, que chocou a capital baiana, mobilizou equipes multiprofissionais. Após a estabilização clínica, os onze pacientes serão encaminhados ao Instituto dos Cegos da Bahia para reabilitação com psicólogos e especialistas.

A clínica Clivan permanece interditada pela Vigilância Sanitária e teve seu contrato com a Prefeitura de Salvador suspenso por tempo indeterminado.

Vigilância Sanitária investiga possível contaminação de insumos ou instrumentos cirúrgicos na clínica Clivan | Foto: Divulgação/SMS

O que dizem os envolvidos

O oftalmologista responsável, que atua desde 2013, afirmou sob anonimato que nunca vivenciou algo semelhante e suspeita de contaminação externa em algum insumo.

Posicionamento da Clínica: Em nota, a Clínica de Oftalmologia Clivan reiterou que:

  • Segue rigorosamente todos os protocolos de biossegurança e normas médicas.

  • Realiza mais de 8 mil cirurgias anuais com histórico sólido de segurança.

  • Considera o episódio “pontual” e mantém o acompanhamento humanizado das vítimas.

  • Confia nos seus profissionais e aguarda o resultado das investigações técnicas.

A investigação da Vigilância Sanitária será crucial para determinar se houve falha na esterilização dos instrumentos ou se o problema originou-se em lotes de medicamentos e colírios utilizados no mutirão de cirurgias.

Fonte: g1

Dirigido por ContilNet

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