Um grupo formado por cerca de 30 pais de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) procurou, na manhã desta terça-feira (17), o Ministério Público do Estado do Acre para denunciar a falta de mediadores nas escolas da rede municipal de Sena Madureira.
A principal reivindicação é a contratação de profissionais capacitados para acompanhar os alunos em sala de aula, garantindo o acesso pleno à educação.
De acordo com os pais, a ausência desses profissionais tem impactado diretamente no aprendizado e na inclusão das crianças. Alexandra, moradora do Projeto Joaquim de Matos, na zona rural do município, relata que é mãe de dois filhos autistas e afirma que, desde 2025, o serviço deixou de ser oferecido pela prefeitura, diferente do que ocorria no ano anterior.
Diante da falta de respostas concretas, os pais decidiram intensificar a mobilização. Um protesto está previsto para esta quarta-feira (18), com a possibilidade de interdição da BR-364, uma das principais vias da região. O objetivo é chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a situação enfrentada pelas famílias.
“Queremos que os direitos dos nossos filhos sejam respeitados. Hoje, muitos desses direitos existem apenas no papel, mas não são colocados em prática”, afirmou.
A cobrança também levanta um debate mais amplo sobre a efetividade das políticas públicas voltadas à educação inclusiva no município. Especialistas apontam que a presença de mediadores é fundamental para o desenvolvimento pedagógico e social de estudantes com TEA, além de ser um direito assegurado por legislação federal.
A reportagem tentou contato com a secretária municipal de Educação, Aurelina Pinheiro, para comentar as reivindicações e esclarecer as medidas que estão sendo adotadas pela gestão. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
