Nesta quarta-feira (18), completam-se dois anos do acidente aéreo que marcou o município de Manoel Urbano, no interior do Acre, e deixou quatro pessoas mortas. A queda do avião monomotor aconteceu poucos minutos após a decolagem e mobilizou equipes de resgate, hospitais e investigações que seguem como referência para a aviação regional.
No momento do acidente, estavam a bordo o piloto e seis passageiros, número acima da capacidade máxima do modelo, que comporta até quatro pessoas. Além disso, o avião não possuía autorização para operar como táxi aéreo.
A aeronave, um modelo Cessna Skylane 182, saiu de Manoel Urbano com destino a Santa Rosa do Purus. Logo após levantar voo, o avião perdeu potência e caiu a cerca de 1 quilômetro da pista, segundo informações oficiais. Uma das vítimas morreu ainda no local, enquanto os demais feridos foram socorridos e levados inicialmente para Rio Branco.
Corrida contra o tempo para salvar os sobreviventes
Após o resgate, os passageiros receberam atendimento emergencial na capital acreana. Devido à gravidade das queimaduras, alguns foram transferidos dias depois para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital 28 de Agosto, em Manaus (AM), referência na região Norte.

As vítimas foram resgatadas logo após o acidente | Foto: Odair Leal/Sesacre
Entre os sobreviventes estavam, Mateus Jeferson Fontes, que recebeu alta após tratamento e voltou ao Acre semanas depois; Bruno Fernando dos Santos, dentista que estava no voo junto de sua esposa, ele se recuperou e deixou o hospital poucos dias após o acidente; Deonicilia Salomão Kalisto Kaxinawá, estudante que teve ferimentos mais leves e recebeu alta ainda em Manoel Urbano.
As vítimas fatais

Entre as vítmas estão o piloto Valdir Roney e a musicista Amélia Cristina | Foto: Reprodução
Ao todo, quatro pessoas morreram em consequência do acidente:
- Sidney Estuardo Hoyle Vega, empresário peruano de 73 anos, morreu no momento da queda. Ele era um empresário que atuava no rama de embarcações e transporte no município de Santa Rosa do Purus e era bastante conhecido. Ele havia casado a filha no fim de semana anterior ao acidente.

Sidney morreu no local da queda do avião | Foto: Reprodução
- Suanne Camelo, comerciante de 30 anos, chegou a ser transferida para Manaus, mas faleceu poucos dias depois devido à gravidade das queimaduras. Suanne era moradora de Santa Rosa do Purus e proprietária de um dos maiores pontos comerciais da cidade.

Suanne foi uma das vítimas fatais do acidente | Foto: Reprodução
- Amélia Cristina Rocha, biomédica de 28 anos, morreu após mais de dois meses internada; A jovem, que havia sido transferida para o Centro de Tratamento de Queimados em Manaus após o acidente, lutava pela vida desde então. Antes de seu falecimento, Amélia havia sido extubada e estava consciente, apresentando sinais positivos de recuperação. No entanto, seu estado de saúde ainda inspirava cuidados devido à gravidade das queimaduras e outros ferimentos sofridos no acidente.
- Valdir Roney Mendes, piloto com mais de 30 anos de experiência, não resistiu 4 meses de tratamento intensivo. Roney ainda estava em Manaus, para onde foi transferido para tratar das queimaduras decorrentes do acidente.
O que apontou a investigação
O relatório inicial do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) indicou que o avião apresentou perda de potência no motor logo após a decolagem, o que levou a um pouso de emergência que terminou na queda da aeronave. Até o momento a investigação não foi concluída e os motivos que levaram a queda da aeronave seguem sem esclarecimento oficial.
