Após uma grande apreensão de entorpecentes em Rio Branco, a repórter policial Rose Lima utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (13) para fazer um alerta sobre a circulação de drogas sintéticas e de alto valor no estado. Segundo ela, o material foi apreendido durante uma ocorrência registrada na Delegacia de Flagrantes, após ação da Companhia de Choque do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Acre (BOPE).
De acordo com o relato da jornalista, a operação resultou na apreensão de quase 40 quilos de drogas, sendo a maior parte composta por skunk, uma variedade mais potente da maconha. No entanto, outros tipos de substâncias chamaram a atenção durante a ocorrência. “Dentre eles, a maioria era skunk – tijolos de skunk, cerca de 37 quilos. Mas duas drogas me chamaram a atenção: uns compridinhos em forma de abacaxi, de cor amarela. Alguns chamam de ecstasy, outros de ‘balinha’”, relatou.
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Segundo Rose Lima, cada comprimido desse tipo de droga pode custar cerca de R$ 50, o que indica um público consumidor específico. Outra substância mencionada por ela foi o haxixe, derivado da cannabis considerado mais concentrado. A jornalista destacou o alto valor do produto no mercado ilegal.
“Uma outra droga que foi apreendida também foi o haxixe. Cem gramas desse material podem custar até R$ 3 mil”, afirmou.
Consumo em festas e ambientes privados
Durante o alerta, a repórter afirmou que drogas desse tipo costumam circular em ambientes mais restritos, como festas privadas e casas noturnas. “A pergunta que eu faço é: aquele ‘noiado’ do bairro tem condição de comprar uma droga dessa? Não tem. Essas drogas rolam dentro de boates, casas noturnas e festas feitas a portas fechadas”, disse, questionando se haverá investigações para identificar os consumidores e responsáveis pela distribuição desse tipo de entorpecente.
Na publicação, Rose Lima também fez um apelo direcionado às famílias, pedindo mais atenção sobre os ambientes frequentados pelos jovens.
“Alerta aos pais: onde o seu filho está andando? Quem são os amigos dos seus filhos? É muito fácil estar numa festa e alguém dizer ‘abre a boca e toma isso aqui’. E isso para viciar é muito rápido”, alertou.
A jornalista ainda destacou que o tráfico no estado estaria passando por mudanças, com a chegada de novas substâncias. “O tráfico de drogas no Acre está mudando. Estão chegando drogas sintéticas que antes a gente não via aqui”, afirmou.
Ao final do relato, ela reforçou a importância da participação das famílias na prevenção ao consumo de entorpecentes. “Nós pais temos a obrigação de fazer a nossa parte e vigiar onde nossos filhos estão andando”, concluiu.
