Retatrutida: Novo medicamento da Lilly para diabetes tipo 2 e perda de peso

Conheça a retatrutida, a nova aposta da ciência contra a obesidade que atua em três hormônios de uma vez

A ciência acaba de dar um passo largo no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Um novo fármaco em fase avançada de estudos, a retatrutida, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, apresentou resultados impressionantes em ensaios clínicos divulgados nesta quinta-feira (19/03).
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A ciência acaba de dar um passo largo no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Um novo fármaco em fase avançada de estudos, a retatrutida, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, apresentou resultados impressionantes em ensaios clínicos divulgados nesta quinta-feira (19/03).

O medicamento não apenas controlou os níveis de glicose, como promoveu uma perda de peso superior a 15% em pacientes diabéticos.

O Diferencial: Triplo Agonista

Diferente dos medicamentos atuais que atuam em um ou dois hormônios, a retatrutida é um “triplo agonista”. Ela age simultaneamente em três receptores hormonais ligados ao metabolismo: GLP-1, GIP e Glucagon.

Essa combinação potencializa a redução do apetite, melhora a secreção de insulina e, crucialmente, aumenta o gasto energético do corpo.

Com informações do Metrópoles.

Resultados em 40 Semanas

O estudo acompanhou adultos com diabetes tipo 2 que ainda não utilizavam medicações injetáveis. Os dados revelaram:

  • Controle Glicêmico: Redução média de até 2% na hemoglobina A1c (principal indicador de açúcar no sangue a longo prazo).

  • Perda de Peso: Pacientes que completaram o ciclo de 40 semanas perderam, em média, 16,8% do peso corporal.

Efeitos Colaterais e Disponibilidade

Como ocorre com outros fármacos desta classe (como a semaglutida), os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais, incluindo náuseas e vômitos. É importante ressaltar que a retatrutida ainda não está disponível para venda.

O medicamento segue em fase de testes rigorosos e aguarda a submissão e aprovação de órgãos reguladores, como a Anvisa e o FDA, antes de chegar às farmácias.

Especialistas alertam para o risco de remédios falsos que já circulam na internet usando o nome da substância. O uso de “canetas emagrecedoras” deve ser sempre acompanhado por endocrinologistas.

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