A crise econômica na Argentina segue provocando a saída de grandes empresas internacionais. Desde o início de 2024, ao menos 16 companhias anunciaram o encerramento de suas operações ou o processo de venda de ativos no país. O fenômeno atinge diversos setores, do varejo e alimentação à indústria e entretenimento.
O caso mais recente é o do Burger King, cuja controladora mexicana, Alsea, colocou à venda suas mais de 100 unidades no território argentino. O grupo busca interessados para assumir a operação de fast food, diante do cenário econômico considerado insustentável.
Outro gigante em processo de desinvestimento é o Carrefour, que possui cerca de 700 supermercados e hipermercados espalhados pelo país. A rede francesa busca US$ 1 bilhão pela venda dos ativos e já negocia com possíveis compradores, entre eles grupos locais como Coto e Cencosud.

Burger King deve passar para outro dono nos próximos meses (Imagem: Shutterstock)
Multinacionais recuam
Além de Burger King e Carrefour, outras empresas de peso decidiram reduzir ou encerrar atividades na Argentina, incluindo Paramount, InterCement, Raízen e Mercedes-Benz.
A lista se soma a marcas que já haviam deixado o país em anos anteriores, como Walmart, Petrobras e Itaú, reforçando a tendência de fuga de capitais estrangeiros diante da inflação, do controle cambial e das dificuldades de importação.
Crise e incerteza
Com a chegada de Javier Milei à presidência e a promessa de uma nova fase liberal para a economia argentina, muitos esperavam uma reversão desse cenário. No entanto, a falta de estabilidade política e a desvalorização histórica do peso argentino têm afastado investidores e pressionado o setor produtivo.
Enquanto o governo tenta conter a inflação e atrair capital externo, a saída de empresas de grande porte reflete a desconfiança do mercado e agrava o desemprego em várias regiões.
Fonte: Infobae / Clarín / La Nación / Reuters
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