O Acre será beneficiado com algumas das novas iniciativas do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), voltadas ao combate à criminalidade.
Até dezembro deste ano, o MJSP deve inaugurar uma unidade do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cisppa) em Cruzeiro do Sul, no interior do estado.

Governo Lula vai implantar centro integrado de inteligência no Acre, inspirado em modelo dos EUA/Foto: Ilustração
De acordo com o órgão, a unidade é inspirada nos Fusion Centers americanos. A estrutura tem o objetivo de integrar dados, inteligência e operações entre diferentes órgãos e esferas de governo para enfrentar o crime organizado, segundo reportagem do Estadão sobre as novas medidas federais na área de segurança pública.
“A implantação de um Cisppa no Acre é estratégica devido à sua localização na faixa de fronteira amazônica. A unidade permitirá ampliar a presença do Estado, fortalecer o enfrentamento a crimes transfronteiriços, reforçar a fiscalização ambiental, integrar dados e operações entre instituições federais, estaduais e municipais, e promover ações coordenadas de segurança pública e proteção dos recursos naturais, contribuindo para a soberania e o desenvolvimento sustentável da região”, afirmou o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney Silva, em entrevista ao jornal.
A reportagem também destacou que o investimento reforça a crescente relevância da região amazônica no combate ao crime organizado, que se aproveita da grande extensão territorial para escoar drogas e produtos ilegais pelos rios. “Muitos grupos invadem terras indígenas para praticar garimpo ilegal e enviar o produto clandestinamente para fora do país”, diz o texto.
Além do centro integrado a ser inaugurado no estado, o governo deve lançar, ainda em dezembro, os resultados do projeto-piloto de retomada territorial, além de um índice nacional para padronizar dados de homicídios não solucionados.
O Estadão destacou, por fim, que as ações do governo Lula ganham força em meio à urgência no combate ao avanço das facções criminosas no país e à centralidade que o tema deve ter nas eleições de 2026.
