Mãe é condenada à prisão perpétua após abandonar filha para viajar de férias com namorado

Justiça considerou crime extremo o abandono de bebê de 1 ano e 4 meses, que morreu por fome e desidratação em Cleveland

Justiça considerou crime extremo o abandono de bebê de 1 ano e 4 meses, que morreu por fome e desidratação em Cleveland/Foto: Reprodução

Um caso que chocou os Estados Unidos teve desfecho definitivo em março de 2024. A norte-americana Kristel Candelario, de 32 anos, foi condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional após deixar a própria filha sozinha em casa por dez dias para viajar de férias. A criança, Jailyn, de 1 ano e 4 meses, morreu em decorrência de fome e desidratação.

Justiça considerou crime extremo o abandono de bebê de 1 ano e 4 meses, que morreu por fome e desidratação em Cleveland/Foto: Reprodução

O crime ocorreu em Cleveland. De acordo com as investigações, Kristel Candelario viajou com o namorado para Porto Rico e Michigan, em junho de 2023, deixando a bebê sozinha em um cercadinho, com apenas algumas garrafas de leite. Ao retornar para casa, a mãe encontrou a filha já sem vida. A autópsia confirmou que a causa da morte foi desnutrição e desidratação severas, resultado do abandono prolongado.

Durante o julgamento, Candelario se declarou culpada por assassinato. Ao proferir a sentença, o juiz Brendan Sheehan fez uma declaração dura, que repercutiu fortemente na imprensa internacional. “Você deveria passar o resto da sua vida em uma cela sem liberdade. A única diferença será que aquela prisão te alimentará e dará líquidos que você negou a ela. Vou sentenciá-la à prisão perpétua”, afirmou o magistrado, ao comparar o confinamento da condenada ao sofrimento vivido pela criança.

A decisão judicial foi considerada exemplar por autoridades e especialistas, que destacaram a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização em casos de negligência extrema contra crianças. O caso segue sendo lembrado como um dos episódios mais chocantes de abandono infantil registrados no país nos últimos anos.

G1

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