Denúncia: sindicato aponta condições sub-humanas em plantões de 24 horas na maternidade

Relato publicado nas redes do sindicato aponta ambiente insalubre, plantões exaustivos e falta de espaço adequado para descanso; entidade cobra providências urgentes

Relato publicado nas redes do sindicato aponta ambiente insalubre, plantões exaustivos e falta de espaço adequado para descanso; entidade cobra providências urgentes/Foto: Reprodução

O Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Estado do Acre denunciou, nesta segunda-feira (2), as condições precárias de trabalho enfrentadas por profissionais da enfermagem na Central de Material da Maternidade de Rio Branco. A denúncia foi publicada no perfil oficial do sindicato e relata problemas que se arrastam há mais de um ano e quatro meses, sem solução.

Relato publicado nas redes do sindicato aponta ambiente insalubre, plantões exaustivos e falta de espaço adequado para descanso; entidade cobra providências urgentes/Foto: Reprodução

Segundo o sindicato, trabalhadores estão sendo obrigados a cumprir plantões de 24 horas em um ambiente insalubre, sem funcionamento adequado do ar-condicionado, equipamento que, conforme os relatos, quebra com frequência e estaria há mais de 30 dias sem operar. Profissionais teriam passado mal devido ao calor intenso, e alguns relatam a necessidade de molhar a própria farda para conseguir seguir no plantão.

A Central de Material é responsável por lavar, esterilizar e preparar materiais utilizados em partos, cirurgias e atendimentos essenciais, o que, de acordo com a entidade, torna a situação ainda mais grave do ponto de vista da segurança sanitária.

O sindicato também afirma que não há local adequado para repouso. Profissionais estariam dormindo no chão, em colchões improvisados, dentro de uma sala sem silêncio e sem condições mínimas de descanso, mesmo após longas jornadas.

Na publicação, a entidade reforça que a responsabilidade não é dos trabalhadores e informa que ofícios, documentos e pedidos formais já foram encaminhados às instâncias competentes, sem resposta concreta. No fim da tarde desta segunda-feira, o sindicato voltou a ser acionado diante do esgotamento físico e emocional da equipe.

Ao final da denúncia, o sindicato faz um apelo por providências urgentes ao Ministério Público, ao Conselho Estadual de Saúde e à Assembleia Legislativa do Acre, destacando que a situação ultrapassa a esfera trabalhista e envolve saúde pública, dignidade profissional e segurança dos pacientes.

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