Cerca de 30 ativistas do movimento feminista Femen realizaram um protesto em frente à pirâmide do Museu do Louvre, em Paris, no domingo (8), em uma ação para denunciar o que classificam como “impunidade das elites” envolvidas no escândalo ligado ao financista Jeffrey Epstein.
Durante o ato, as manifestantes caminharam pelo local com os seios à mostra, uma marca das mobilizações do grupo, e utilizaram máscaras de porco como símbolo de crítica a figuras poderosas associadas ao caso. Frases pintadas no corpo também chamaram atenção de turistas e visitantes que circulavam pela área, um dos pontos turísticos mais movimentados da capital francesa.
Em imagens divulgadas pelo portal francês Brut, é possível ver as ativistas segurando cartazes e exibindo mensagens relacionadas ao escândalo sexual envolvendo Epstein, que ganhou repercussão mundial após denúncias de exploração sexual e tráfico de menores envolvendo empresários e políticos influentes.
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A publicação nas redes sociais descreveu o protesto como uma “ação chocante” organizada pelo Femen França para denunciar o caso e cobrar responsabilização das elites mencionadas nas investigações.
O ato ocorreu diante da pirâmide do Louvre, um dos marcos culturais mais conhecidos da França, e reuniu curiosos, turistas e equipes de segurança que acompanharam a manifestação.
O movimento Femen é conhecido internacionalmente por realizar protestos com o torso nu como forma de chamar atenção para pautas relacionadas aos direitos das mulheres, violência de gênero, exploração sexual e críticas a estruturas de poder que, segundo o grupo, perpetuam desigualdades e abusos.
O caso Epstein segue sendo um dos escândalos mais controversos das últimas décadas. O financista norte-americano foi acusado de comandar uma rede de exploração sexual de menores envolvendo figuras influentes. Ele morreu em 2019 em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento, em circunstâncias que geraram questionamentos e teorias sobre possíveis encobrimentos.
