Petróleo WTI supera US$ 100 com ameaça a exportações do Irã e indefinição sobre Ormuz

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Os preços do petróleo abriram em alta neste domingo (15), com o barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, superando a marca de US$ 100 em meio à ameaça do governo Donald Trump de atingir instalações de exportação de petróleo do Irã na ilha de Kharg.

Às 19h04, o petróleo americano subia 1,68%, para US$ 100,37 por barril. O Brent, referência internacional, avançava 2,15%, para US$ 105,36.

A alta ocorre depois de Trump ter ordenado, na sexta-feira, ataques contra ativos militares iranianos em Kharg. Segundo o presidente, a infraestrutura de petróleo da ilha não foi atingida, mas ele advertiu que os Estados Unidos podem considerar um ataque às instalações de exportação caso o Irã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Viva do lucro de grandes empresas

A ameaça foi reiterada neste domingo pelo embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz. Em entrevista à CNN, ele afirmou que Trump mirou deliberadamente apenas a infraestrutura militar “por enquanto” e sugeriu que o presidente pode manter aberta a opção de atingir a infraestrutura energética iraniana.

Segundo o JPMorgan, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã passam por Kharg. Dados da Opep mostram que o país produziu cerca de 3,2 milhões de barris por dia em fevereiro.

Segundo o Wall Street Journal, Trump prepara o anúncio de uma coalizão de diversos países para escoltar embarcações em Ormuz.

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Conflito sem previsão de fimO fim de semana trouxe novos sinais de agravamento do conflito. No sábado (14), Trump pediu, em publicação na Truth Social, que outros países enviem navios de guerra para ajudar a manter aberto e seguro o Estreito de Ormuz. Ele citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, além de outros países afetados pela crise na rota marítima.

O pedido veio depois de um míssil atingir um heliporto dentro do complexo da embaixada dos EUA em Bagdá e de destroços de um drone iraniano interceptado atingirem uma instalação petrolífera nos Emirados Árabes Unidos. Trump afirmou também que as forças americanas “obliteraram” alvos militares em Kharg, mas preservaram a infraestrutura de petróleo da ilha.

Já neste domingo (15), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou à ABC News que a guerra deve terminar nas próximas semanas, mas admitiu que não há garantia de queda dos preços do petróleo nesse período. Wright disse que o conflito representa uma dor de curto prazo e reiterou que o governo americano espera uma melhora mais adiante, embora sem assegurar quando isso ocorrerá.

Também no domingo, Trump afirmou à NBC News que não está pronto para buscar um acordo para encerrar a ofensiva contra o Irã porque os termos ainda “não são bons o suficiente”.

Os ataques iranianos a petroleiros no Golfo Pérsico já praticamente paralisaram o tráfego por Ormuz, a principal rota do comércio global de petróleo. Antes da guerra, cerca de 20% da oferta mundial passava pela hidrovia.

O fechamento do estreito provocou a maior interrupção de oferta de petróleo da história. Desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, há três semanas, os preços do petróleo acumulam alta superior a 40%. Na semana passada, o Brent fechou acima de US$ 100 pela primeira vez em quatro anos.

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A alta persiste mesmo após mais de 30 países decidirem liberar 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos para tentar conter a crise de oferta. É a maior ação desse tipo já realizada. Os Estados Unidos responderão por 172 milhões de barris, retirados de sua Reserva Estratégica de Petróleo.

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