Israel dobra tropas na fronteira e revista casas em vilarejos vazios no sul do Líbano

Israel dobra tropas na fronteira e revista casas em vilarejos vazios no sul do Líbano

Exército israelense mira infraestrutura do Hezbollah, enquanto bombardeios e deslocamentos em massa ampliam destruição no sul do Líbano

Reuters

18/03/2026 19h45

Atualizado 6 minutos atrás

Membros da Defesa Civil Libanesa trabalham para extinguir incêndio em prédio atingido por ataque israelense
17 de março de 2026
REUTERS/Karamallah Daher

Membros da Defesa Civil Libanesa trabalham para extinguir incêndio em prédio atingido por ataque israelense
17 de março de 2026
REUTERS/Karamallah Daher

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Israel mais do que dobrou o número de tropas ao longo de sua fronteira com o Líbano desde 1º de março e está revistando casas em vilarejos do sul libanês já esvaziados após ordem de retirada dos moradores, disse um comandante israelense sênior nesta quarta-feira (18).

Enquanto aviões de guerra israelenses bombardeavam Beirute em operações contra o Hezbollah — que se tornaram o desdobramento mais letal da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã — era possível ver densa fumaça subindo de vilarejos no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que tropas disparavam artilharia através da fronteira.

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Centenas de milhares de libaneses fugiram do sul do país desde que Israel ordenou a retirada das pessoas da área ao sul do rio Litani, considerada por Israel um reduto do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A organização vem disparando foguetes contra Israel desde que entrou na guerra, em apoio a Teerã, em 2 de março.

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“O plano é garantir que o Hezbollah não tenha infraestrutura militar”, afirmou o comandante, cujo nome foi omitido pelos militares israelenses por motivos de segurança.

O comandante, que falou à Reuters em Eilon, cidade israelense a quatro quilômetros da fronteira, é responsável pela guerra de infantaria no Líbano e se recusou a dizer quantos soldados Israel já posicionou na área.

Ao descrever as fortificações militares dentro do Líbano como “posições defensivas”, ele disse que as tropas estavam revistando “os vilarejos para ver se o Hezbollah escondeu armas ou centros de comunicação”.

Questionado se isso inclui revistar casas cujos moradores haviam fugido após ordens israelenses, o comandante respondeu: “Em alguns casos, eles esconderam suas armas nas casas. Não temos escolha a não ser nos certificarmos de que aquela casa não é uma instalação militar.”

O Hezbollah nega publicamente o uso de infraestrutura civil para armazenamento de armas. O grupo acusa Israel de destruir casas para impedir o retorno dos libaneses, o que Israel nega. Muitos vilarejos no sul do Líbano foram completamente destruídos.

Dois soldados israelenses foram mortos desde o início das operações no sul do Líbano, segundo o Exército israelense.

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Pelo menos 968 pessoas foram mortas no Líbano desde o início dos ataques de Israel, de acordo com autoridades libanesas.

O Hezbollah não tem fornecido atualizações regulares sobre as baixas entre seus combatentes. Na segunda-feira (16), um integrante do grupo disse à Reuters que pelo menos 46 pessoas haviam sido mortas até aquele momento.

O Exército israelense avança lentamente pelo sul do Líbano, com o objetivo de limpar completamente a cidade de Khiyam como primeiro passo antes de avançar em direção ao rio Litani, segundo uma fonte de segurança libanesa e uma autoridade estrangeira que acompanha os desdobramentos no local.

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Questionado se Israel pretende estabelecer posições até o Litani, o comandante disse que essa decisão não cabe a ele. Caso recebam ordens, acrescentou, as tropas estarão “preparadas para realizar todos os tipos de operações”.

O Exército de Israel não comentou imediatamente suas operações em Khiyam, a cerca de 5 km da fronteira libanesa, em frente à cidade israelense de Metula.

Ao longo da fronteira, nas proximidades de Metula, a Reuters observou diversas fortificações militares israelenses escavadas em encostas, com fileiras de tanques, veículos de transporte de tropas armados e escavadeiras.

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A fumaça subiu de Khiyam durante todo o dia desta quarta-feira, e muitos dos prédios na parte sul da cidade foram reduzidos a escombros. Uma cidade vizinha permanece em ruínas devido aos ataques israelenses de 2024.

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Reuters

Fonte: InfoMoney

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