O senador Márcio Bittar participou nesta sexta-feira (20) da inauguração do Viaduto Mamédio Bittar, que recebe o nome de seu pai. Na ocasião, ele falou sobre as últimas movimentações da política e o fato de não apoiar a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom ao Governo, mas optar pela vice-governadora Mailza Assis.
O senador afirmou que ajudou Bocalom a conseguir sua filiação no PSDB e que considera justo seu desejo de disputar o Governo.
“A vida não é assim, preto no branco. A vida é muito mais complexa. Ah, não é porque eu seja aliado do Gladson e da Mailza que isso significa dizer que eu não gostaria de ver o Bocalom tendo a oportunidade dele. Qual é o problema? Não é um problema. Eu acho que seria uma brutalidade, já que ele quer ser candidato, não ter sequer um partido para disputar. Então, se alguém me pede para conversar com o Aécio, com quem eu tenho uma boa relação, por que eu não faria?”, questionou.
Bittar reafirmou o que disse Mailza sobre Bocalom não ser visto como adversário.
“Trabalhar para que ele não fosse candidato em partido nenhum é quase como tirar uma candidatura no tapetão. Até porque o próprio Gladson e a vice-governadora Mailza estão dizendo: ‘nós não somos adversários’. Veja, o meu adversário é a esquerda”, acrescentou.
Por fim, o político disse que está satisfeito por ver Mailza e Bocalom no palanque de Flávio Bolsonaro, que disputa a presidência em 2026.
“Eu ajudei, dei a minha cota para que a esquerda sequer tivesse um palanque robusto nessa eleição. Ah, nós temos hoje nomes como o Bocalom e a Mailza que vão apoiar quem para presidente? O meu candidato. Então estou satisfeito e, outra coisa: no ano da eleição, amanhã é aniversário do Bolsonaro. Isso aqui também, para mim, é uma homenagem que eu faço a ele. Tenho muita gratidão a ele e um amor por ele”, finalizou.
