O delegado da Polícia Civil Thiago Braga Parente conduziu, na noite desta terça-feira (11) uma palestra de conscientização sobre a violência contra a mulher na Escola Messias Rodrigues de Souza, em Sena Madureira. A atividade integrou a programação do Agosto Lilás, campanha voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.
Promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SEME), em parceria com a Polícia Civil do Acre, o evento reuniu estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), educadores e integrantes da comunidade para um momento de informação, diálogo e conscientização.
Durante a palestra, Thiago Parente abordou os cinco tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. O delegado explicou que a violência não se resume às agressões físicas e destacou a importância de reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda.
“É importante que as pessoas conheçam os tipos de violência para que possam identificar essas situações. Muitas vezes, a violência começa de uma forma que parece pequena, mas vai se agravando com o tempo. A informação é fundamental para que a vítima saiba que não está sozinha e que existem mecanismos de proteção”, destacou Thiago Parente.
O delegado também explicou o papel da Polícia Civil no acolhimento das vítimas e na investigação dos casos, além de orientar os estudantes sobre a importância da preservação de provas, como mensagens, fotografias, laudos médicos e relatos de testemunhas.
“Quando a vítima procura a polícia, é importante que ela apresente, sempre que possível, elementos que possam contribuir para a investigação. Mensagens, fotografias, documentos médicos e testemunhas podem ajudar a esclarecer os fatos e fortalecer a apuração”, explicou.
Outro assunto abordado foi o medo que muitas mulheres enfrentam no momento de denunciar seus agressores. Para Thiago Parente, o apoio da família, dos amigos e da sociedade é fundamental para que a vítima se sinta segura para romper o ciclo de violência.
“Muitas mulheres têm medo, vergonha ou até dependem emocionalmente e financeiramente do agressor. Por isso, é fundamental que a sociedade não julgue essa mulher, mas ofereça apoio e orientação para que ela consiga romper esse ciclo de violência”, afirmou.
Durante o encontro, o delegado também apresentou informações sobre os procedimentos adotados após o registro de um Boletim de Ocorrência, incluindo a solicitação de medidas protetivas de urgência, a investigação policial e as demais etapas previstas na legislação.
A iniciativa reforça a importância de levar informação para dentro das escolas e aproximar a comunidade dos órgãos responsáveis pela proteção e pelo enfrentamento à violência contra a mulher.
A ação também evidencia o papel da educação na prevenção da violência e na construção de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na proteção dos direitos das mulheres.
Canais de denúncia
180 – Central de Atendimento à Mulher
181 – Disque-Denúncia
100 – Disque Direitos Humanos
190 – Polícia Militar
