O pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, dado nesta quinta-feira (11), acendeu a curiosidade dos torcedores para além do desempenho das seleções em campo. Entre os bastidores operacionais do torneio mais aguardado do planeta, a estrutura de remuneração da equipe de arbitragem destaca-se pelos valores envolvidos e pelo modelo de contratação adotado pela Fifa.
Os profissionais do apito foram selecionados criteriosamente pela entidade máxima do futebol e integram um grupo exclusivo batizado de “Team One” (Time Um, na tradução livre). O corpo técnico é composto por 52 árbitros de campo, 88 assistentes (os populares bandeirinhas) e 30 árbitros de vídeo (VAR), totalizando 170 profissionais que representam 50 federações nacionais distintas.
Ao contrário do que ocorre na maioria das competições locais, o pagamento dos juízes principais na Copa do Mundo não é contabilizado por partida trabalhada, mas sim por meio de um subsídio fixo pela participação geral no evento. Cada árbitro principal receberá cerca de 75 mil euros pelo período do Mundial —o equivalente a aproximadamente R$ 520 mil na cotação atual.

Profissionais do grupo exclusivo da Fifa recebem subsídio global por participação/ Foto: Reprodução
Esse montante fixo atua como uma base de vencimentos, mas o faturamento final pode aumentar significativamente. A Fifa adota uma política de bonificação financeira atrelada ao desempenho técnico e ao avanço das equipes de arbitragem ao longo do torneio. Os profissionais escalados para conduzir os confrontos de mata-mata, como as semifinais e a grande final, recebem cotas extras por partida.
Além dos vencimentos em dinheiro, os integrantes do “Team One” contam com cobertura integral de despesas logísticas por parte da organização. O pacote de benefícios adicionais inclui hospedagem em hotéis de alto padrão, alimentação custeada, passagens aéreas para os deslocamentos entre as cidades-sede (nos Estados Unidos, México e Canadá), uniformes oficiais de treino e jogo, além de ajuda de custo para despesas extras cotidianas.
Coordenadores de arbitragem apontam que, além do retorno financeiro imediato, a chancela de atuar em uma Copa do Mundo eleva o status de mercado desses profissionais, permitindo que eles alcancem contratos mais vantajosos e maior volume de atuações de elite em seus respectivos países de origem após o encerramento do Mundial.
