A acreana Suelen Bentes, que atualmente mora em Portugal, acompanhou o eclipse solar desta quarta-feira (12) e relatou a surpresa ao perceber o céu escurecer por volta das 18h35. Para ela, a mudança repentina na luminosidade tornou o momento difícil de explicar.
Suelen contou que tentou registrar o fenômeno colocando o celular dentro de um capacete, em busca de proteção e de um ângulo que permitisse filmar o Sol. A tentativa, contudo, não funcionou como esperado.
“A gente tentou colocar o celular por dentro do capacete, mas não dava. Eu nunca tinha visto um eclipse daquele jeito. Lembro vagamente de um quando era criança, mas o de hoje foi inexplicável”, relatou.

O que mais chamou a atenção da acreana foi o contraste entre o calor intenso e o escurecimento do céu durante a tarde. Segundo ela, a temperatura estava próxima dos 40°C quando a claridade começou a diminuir.
“Eram 18h35 da tarde e estava escuro. Não completamente, mas, para quem estava enfrentando um sol de 40 graus, foi muito diferente. Escureceu, ficou tudo estranho e, depois, voltou ao normal”, contou Suelen.
Além da tentativa com o celular, Suelen também acompanhou uma dinâmica feita por moradores para projetar o eclipse. Uma folha de papel com um pequeno furo foi posicionada diante da luz do Sol, enquanto outra serviu como tela para receber a projeção. “Achei interessante o que estavam fazendo aqui e entrei no ritmo também”, contou a acreana. A técnica permite observar indiretamente a mudança no formato aparente do Sol, sem olhar diretamente para o fenômeno.

O eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar. Nesta quarta-feira, o fenômeno foi total em uma faixa que atravessou regiões do Hemisfério Norte, enquanto em grande parte de Portugal pôde ser observado de forma parcial.
Durante a fase parcial, uma porção do Sol permaneceu visível, mas a redução da luminosidade alterou temporariamente a aparência do céu. A intensidade do fenômeno variou conforme a localização dos observadores.
Mesmo durante eclipses, não é seguro olhar diretamente para o Sol nem apontar celulares ou câmeras sem filtros solares apropriados. Capacetes, óculos escuros, chapas de raio-X e outros materiais improvisados não oferecem proteção adequada para os olhos ou para os equipamentos.
