15/08/2026

Em série nacional, acreana fala sobre luta por inclusão e tratamento de filhos

Servidora de Rio Branco compartilha a rotina de cuidados e evolução dos filhos Loren e João

Por Fhagner Soares, ContilNet
Episódio aborda a importância da intervenção precoce e da estrutura de apoio no serviço público/ Foto: GloboPlay

A trajetória da jornalista e servidora pública acreana Dryelem Alves ganhou destaque nacional neste sábado (15/8) com a estreia da segunda temporada da série documental Quanto Mais Cedo, Maior, lançada na plataforma Globoplay com acesso gratuito. Apresentada pelo médico pediatra Daniel Becker, a produção acompanha o cotidiano e os desafios de famílias com crianças na primeira infância em diferentes regiões do Brasil.

No episódio, Dryelem relata sua experiência como mãe atípica ao administrar a criação de dois filhos com diagnósticos e necessidades distintas: João, diagnosticado com transtorno do espectro autista grau um, e Loren, de quatro anos, que tem paralisia cerebral decorrente de complicações durante o parto.

A jornalista relembra as dificuldades enfrentadas no nascimento da filha caçula, em janeiro de 2022, quando sofreu perda de líquido amniótico e precisou passar por uma intervenção de emergência na maternidade. A confirmação do laudo neuropediátrico veio um ano após o nascimento. “Foi a segunda pancada, e quando o médico me entregou o papel tive a certeza do diagnóstico. Até hoje dói falar porque, quando você sabe que uma deficiência poderia ter sido evitada por assistência, fica a sensação do ‘e se'”, afirma no depoimento.

A rotina da família em Rio Branco envolve acompanhamento multiprofissional com fisioterapia, fonoaudiologia, ecoterapia por meio da Associação Família Azul e consultas periódicas no Hospital Rede Sarah, em Brasília. Para conciliar o trabalho no serviço público com as agendas médicas, Dryelem obteve redução de jornada regulamentada por lei.

“Já ouvi de colegas que eu era privilegiada, e respondi que meu privilégio seria usar o contraturno para levar minha filha ao balé, e não para terapias. A gente tenta tirar forças de onde não tem para garantir a autonomia deles no futuro”, relata.

O episódio enfatiza a importância da primeira infância — período que compreende os seis primeiros anos de vida — para o desenvolvimento cognitivo e motor, destacando o papel da rede de apoio pública e da inclusão escolar.

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