O pré-candidato ao Senado Júnior Feitosa (DC) afirmou, durante sabatina do ContilNet na Expoacre 2026, que se identifica com a direita e mantém respeito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas defendeu que eventuais crimes ou irregularidades sejam investigados independentemente do posicionamento político dos envolvidos.
Feitosa disse que sua identificação com a direita é anterior à ascensão de Bolsonaro na política brasileira e citou sua formação cristã como parte dos valores que orientam sua atuação política.
“Eu sou de direita antes do Bolsonaro existir no Brasil, no contexto político. Quem me conhece sabe. Sempre fui de direita, respeito o outro lado, mas sempre fui de direita. Sou cristão, meus ideais são cristãos”, afirmou.
O pré-candidato disse ainda que compartilha de pautas defendidas por Bolsonaro, mas apontou uma diferença na forma como pretende atuar no Senado.
“Se alguém da direita errar, vai ter que pagar. Se alguém da esquerda errar, tem que pagar”, declarou.
Feitosa citou as investigações envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e defendeu que eventuais responsáveis sejam responsabilizados, independentemente de filiação ou alinhamento político.
“Eu não posso concordar no país que tenha roubado os velhinhos. Eu não posso concordar com o maior roubo da história do INSS. Eu não posso concordar que não tenha investigação, porque pessoas da direita estão envolvidas”, afirmou.
Na sequência, ele também mencionou denúncias envolvendo recursos de fundos de previdência e de pensão e defendeu a apuração dos fatos.
“Eu sou da direita, mas quem errou na direita tem que pagar”, disse.
Feitosa afirmou que não pretende fazer distinção entre aliados e adversários quando houver suspeitas envolvendo dinheiro público.
“Não dá mais o Brasil continuar jogando as coisas para debaixo dos panos, debaixo do tapete. Se pegou dinheiro público, tem que responder”, concluiu.
Veja a entrevista na íntegra:
