16/08/2026

Médico acreano aponta 3 pontos para escolher a residência ideal

Perfil, região e mercado devem orientar a decisão dos futuros médicos

Por Dry Alves, ContilNet
Pablo Ruan orienta futuros médicos/Foto: Reprodução

Escolher uma residência médica exige mais do que admiração ou paixão por determinada especialidade. O médico acreano Pablo Ruan, que faz residência em cirurgia pediátrica, apontou três aspectos que considera decisivos para quem está definindo a área em que pretende atuar: aptidão profissional, região de trabalho e situação do mercado.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o médico explicou que a identificação com uma especialidade precisa ser acompanhada de uma análise realista sobre as características pessoais do estudante. Segundo ele, gostar da atuação de um profissional ou se emocionar com determinada área não significa, necessariamente, possuir o perfil necessário para seguir aquela carreira.

Aptidão para a especialidade

O primeiro ponto destacado por Pablo é a aptidão. Para o médico, o estudante deve avaliar se as próprias habilidades e o modo de trabalhar combinam com as exigências da especialidade pretendida.

Ele cita como exemplo a cirurgia de trauma, área que exige rapidez, capacidade de decisão e habilidade para trabalhar sob pressão. Por isso, a escolha não deveria ocorrer apenas porque o futuro médico considera a atuação interessante ou admira o trabalho de grandes cirurgiões.

“Será que eu só gostei porque vi um grande cirurgião atuar no trauma e achei aquilo lindo, ou realmente tenho perfil para isso?”, questionou.

Na avaliação de Pablo, reconhecer os próprios pontos fortes e limitações ajuda a evitar escolhas baseadas apenas em uma visão idealizada da profissão.

Região onde pretende trabalhar

O segundo critério envolve o local onde o médico deseja construir a carreira. Pablo recomenda pesquisar se a especialidade escolhida tem demanda na cidade ou no estado onde o profissional pretende morar.

A realidade de uma cidade do interior, por exemplo, pode ser diferente daquela encontrada nos grandes centros. A ausência de especialistas em determinada região pode representar uma oportunidade de crescimento, valorização profissional e construção de uma clientela no setor privado.

Por outro lado, cidades maiores podem apresentar um mercado mais competitivo. Por isso, o médico orienta que o estudante analise previamente o cenário regional antes de tomar uma decisão.

Mercado de trabalho

O terceiro ponto é a situação do mercado da especialidade. Entre as questões que devem ser consideradas estão a procura por consultas, a disponibilidade de vagas, a remuneração e a necessidade de conciliar consultório com plantões.

Pablo utiliza a pediatria como exemplo ao lembrar que as oportunidades podem variar entre estados e municípios. Em alguns locais, o consultório particular pode garantir uma rotina profissional sustentável; em outros, será necessário complementar a renda com plantões.

“Não estou falando da paixão pela área, porque isso é pessoal. Estou falando de mercado”, ressaltou.

Ao reunir os três critérios, o médico afirma que o estudante terá mais condições de fazer uma escolha consciente e compatível com seus objetivos. A recomendação é cruzar o perfil profissional com a região pretendida e as oportunidades existentes naquela especialidade.

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