Apesar de não registrar casos confirmados de sarampo há mais de duas décadas, o Acre ainda enfrenta o desafio de aumentar a vacinação infantil para evitar o retorno da doença. Dados da Secretaria de Estado de Saúde mostram que a cobertura da vacina tríplice viral segue abaixo da meta em boa parte dos municípios acreanos.
Entre janeiro e março de 2026, apenas duas cidades conseguiram atingir o índice recomendado para a primeira dose da vacina em crianças de 1 a 4 anos: Rio Branco, com 96,7% de cobertura, e Senador Guiomard, que alcançou a meta máxima de 100%.
No balanço estadual, a aplicação da primeira dose chegou a 85,58%, enquanto a segunda dose ficou em apenas 61,79%, percentual considerado preocupante pelas autoridades de saúde, já que a proteção completa depende da aplicação das duas etapas da vacinação.
Mesmo sem registros recentes da doença, a vigilância permanece ativa. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 20 deste ano, um caso suspeito de sarampo foi investigado em Rio Branco. Após exames laboratoriais, o diagnóstico foi descartado.

A Secretaria de Saúde alerta que médicos e equipes de atendimento devem continuar atentos a possíveis sintomas da doença para garantir uma resposta rápida em caso de suspeitas e impedir a circulação do vírus.
O último registro confirmado de sarampo no Acre ocorreu no ano 2000. Na ocasião, foram identificados 11 casos distribuídos entre os municípios de Rio Branco, Acrelândia, Mâncio Lima e Plácido de Castro. Desde então, o estado não voltou a registrar confirmações da doença.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, mas pode ser evitada por meio da vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização com as duas doses da vacina tríplice viral oferece proteção para cerca de 95% das pessoas vacinadas.
Além de prevenir o sarampo, a vacina também protege contra a rubéola e a caxumba. A indicação do imunizante varia de acordo com a idade e a situação de cada paciente, sendo definida pelos profissionais de saúde conforme as orientações do Ministério da Saúde.

