A Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu alterar sua estratégia institucional e ajuizar uma ação civil pública na Justiça Federal contra a plataforma digital de comunicação americana Discord. A medida visa compelir a empresa de tecnologia a adequar suas funcionalidades e operar em estrita conformidade com o ordenamento jurídico do Brasil.
A determinação foi chancelada durante reunião de trabalho realizada na manhã de quarta-feira (26/8) no Palácio da Alvorada, conduzida pelo ministro da AGU, Jorge Messias, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mudança de Rota: A via judicial substitui as tratativas anteriores que buscavam firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os representantes da empresa.
Fracasso das negociações, suspensões da ANPD e denúncias graves
As conversas para a assinatura do acordo extrajudicial previam encerrar apurações em andamento em troca de garantias de moderação e proteção. De acordo com as informações apuradas e divulgadas pelo portal de notícias Metrópoles, o Poder Executivo concluiu que não houve engajamento suficiente por parte do aplicativo para efetivar as mudanças exigidas.
Conforme o histórico das ações governamentais e os dados apresentados na cobertura do Metrópoles, os pontos centrais do caso organizam-se da seguinte forma:
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Ruptura do TAC: O levantamento do Metrópoles mostra que o governo descartou o acordo amigável por constatar ausência de compromissos concretos da empresa;
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Ação na Justiça: Segundo divulgado pelo Metrópoles, a AGU recorrerá à Justiça Federal para impor o cumprimento coercitivo da legislação nacional e aplicar sanções;
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Medida da ANPD: As informações do Metrópoles lembram que a Agência Nacional de Proteção de Dados já havia determinado a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma devido a falhas na segurança de crianças e adolescentes;
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Gravidade dos Casos: Conforme publicado pelo Metrópoles, a crise escalou após investigações apontarem a indução de uma jovem de 13 anos à automutilação e ao suicídio durante transmissões na plataforma em Mato Grosso do Sul.
Com a abertura do processo na esfera judicial, o governo busca impor prazos rígidos para a moderação de conteúdos e o bloqueio de práticas ilícitas no ambiente virtual.
FAQ
Por que a AGU decidiu processar o Discord na Justiça Federal?
Segundo apuração do Metrópoles, a decisão foi tomada após o fracasso das negociações de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) devido à falta de compromissos da empresa com as regras brasileiras.
Qual órgão já havia aplicado sanções contra o Discord no Brasil?
Conforme divulgado pelo Metrópoles, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) havia determinado a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma.
Quais fatos motivaram a intensificação da fiscalização contra o aplicativo?
De acordo com os dados citados pelo Metrópoles, o caso ganhou força após denúncias de automutilação e indução ao suicídio de vulneráveis em salas da plataforma.
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