O Acre deve enfrentar um período com menos chuva que o habitual entre agosto e outubro deste ano. A tendência aparece no Monitoramento Hidrometeorológico divulgado nesta terça-feira (25) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A projeção para os próximos meses considera dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e aponta volumes abaixo da média histórica em território acreano.
Uma das condições observadas é o comportamento das temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial. O monitoramento identificou o fortalecimento e a expansão de águas mais quentes principalmente na região centro-leste do oceano, cenário associado à consolidação do fenômeno El Niño.
Para o trimestre de agosto, setembro e outubro, a previsão indica precipitações abaixo da média não apenas no Acre, mas também em estados como Maranhão, Amapá e Roraima, além de grande parte do Amazonas e do Pará e áreas de Rondônia e Tocantins.
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No curto prazo, a tendência de pouca chuva também permanece no Acre. Entre esta terça-feira (25) e a próxima segunda-feira (31), os acumulados previstos variam de 1 a 20 milímetros.
A maior parte do estado apresenta possibilidade de registrar volumes inferiores aos normalmente esperados para o período.
A situação pode ser mais acentuada em uma faixa entre Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus, onde o levantamento aponta uma anomalia negativa mais intensa de precipitação.
Epitaciolândia aparece como uma exceção no cenário. Em uma área pontual do município, há indicação de chuvas acima da média esperada para os próximos dias.
O cenário de precipitações reduzidas ganha atenção durante o período de estiagem no Acre, quando a diminuição das chuvas também contribui para condições mais secas em diferentes regiões do estado.
