A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou por meio de nota que a Polícia Militar instaurou nesta quinta-feira (13) uma investigação preliminar para apurar a denúncia de uma suposta perseguição ao motorista de Fernando Haddad (PT).
Segundo a pasta, foram analisadas imagens de cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais ao longo do percurso feito pelo motorista de Haddad, que alegou ter sido perseguido por uma viatura da Polícia Militar por cerca de cinco quilômetros após deixar o ex-ministro em casa.
Conforme a apuração, não foi identificado nenhum indício de “abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais nem interação das equipes com o candidato ou membros da sua equipe”.
Apesar de não ter identificado sinais de abordagem, a Secretaria afirma que dará prosseguimento à apuração e que, caso identifique indícios de irregularidades, o procedimento poderá se converter em inquérito.
Caso a investigação aponte que não houve perseguição, o motorista de Haddad pode responder por denúncia caluniosa.
Entenda o caso
Na última quarta-feira (13), Fernando Haddad relatou que seu motorista teria sido seguido e abordado de forma ostensiva por uma viatura da Polícia Militar na vésdera.
Segundo as declarações, os policiais teriam projetado luzes sobre o veículo e, na sequência, acompanhado o carro por cerca de 40 minutos.
O motorista, segundo Haddad e seu advogado, Hélio Silveira, ficou assustado com a situação e decidiu parar em um hotel, onde poderia contar com câmeras de segurança e maior movimentação de pessoas. Ainda de acordo com o relato, ele teria questionado os policiais sobre o motivo da ação e ouvido a frase “vaza, vaza”.
Em conversa com a CNN Brasil, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, descartou a hipótese de qualquer viés político na abordagem e afirmou que o episódio foi resultado de um mal-entendido.
De acordo com o secretário, os policiais não sabiam que o veículo acompanhado havia acabado de transportar Haddad. Ao verificarem que no carro havia apenas o motorista, a abordagem foi descartada e a viatura seguiu a ocorrência policial.
“O caso está solucionado. Foi um mal-entendido”, afirmou o secretário à CNN Brasil.
