Rio Branco, Acre,


Segundo pesquisa, leitores são pessoas bem mais ativas do que não leitores

Sobre os entraves com relação à leitura, 24% das pessoas ouvidas assumem que não tem paciência para ler (um número preocupantemente crescente, já que em 2011 ele era de 20% e em 2007, 11%, quando outras edições da pesquisa foram realizadas).

leitorDentre a imensidão de dados apresentados pela 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope e divulgada ontem, alguns chamam bastante atenção – já havia apresentado parte deles aqui.

Os índices mostram, por exemplo, que quem lê é muito mais ativo do que quem não lê. Leitores escutam mais músicas, navegam mais pela internet, estão mais juntos da família e dos amigos, praticam mais esportes, vão mais a bares e até jogam mais videogame do que aqueles que não são afeitos aos livros. Estes, por sua vez, apenas “não fazem nada, descansam ou dormem” mais do que os leitores. Veja a tabela comparativa (clique na imagem para ampliá-la):

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40

Quando indagados sobre o significado da leitura, os mais de 5000 entrevistados disseram que a atividade traz, principalmente, conhecimento, seguido da possibilidade de crescimento profissional, oportunidade para se viver melhor e a capacidade de fazer uma pessoa “vencer na vida”:

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Entraves

A pesquisa também aponta que não leitores não leem principalmente por alegar falta de tempo (32%). Se tal razão até soa como desculpa esfarrapada – já falei sobre isso aqui -, essas pessoas ao menos são bastante sinceras na segunda justificativa mais mencionada: 28% deles não leem porque não gostam.

Sobre os entraves com relação à leitura, 24% das pessoas ouvidas assumem que não tem paciência para ler (um número preocupantemente crescente, já que em 2011 ele era de 20% e em 2007, 11%, quando outras edições da pesquisa foram realizadas). Ao falar das dificuldades para a atividades, também dizem que leem muito devagar (20%) e, dentre outras coisas, não compreendem a maior parte do que leem (8%). Somente um terço garante não ter dificuldade nenhuma para ler (33%, número que vem caindo com o passar dos anos: em 2011 era 43% e em 2007, 48%).

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