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21 setembro 2021 4:32 pm

Degmar Kinpara assumiu IMC com aposentadoria por invalidez e diz que não existe ilegalidade em contrato

A esposa de Minoru acrescentou que conversou com o governador Gladson Cameli sobre a sua necessidade de receber acompanhamentos e monitoramentos periódicos por conta da doença

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 24/08/2021 11:00

A professora Degmar Kinpara, esposa do ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Minoru Kinpara, que foi escolhida por Gladson Cameli para ocupar o cargo de presidente do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), está aposentada por invalidez desde 2014.

A informação consta em uma portaria assinada por Minoru, quando ele ainda respondia pela reitoria da Ufac. Degmar era professora da instituição e, atualmente, afastada da prática docente, recebe um salário de pouco mais de R$ 6 mil.

A aposentadoria teria sido embasada por um laudo elaborado por uma junta médica, quando Degmar estava realizando o tratamento de câncer.

Em seu perfil nas redes sociais, a professora pediu para que não vinculem o debate político a sua questão de saúde: “Em nome de todo sofrimento que passei na luta contra um câncer e que muitas pessoas estão enfrentando atualmente”.

“Acredito que existe um limite respeitoso a ser considerado, pelo menos para esse assunto”, continuou.

Degmar explicou que não existe ilegalidade em sua contratação pelo governo.

“Durante muito tempo passei por um gravíssimo e agressivo tratamento de câncer, com cinco cirurgias decorrentes da doença e que culminou em 2014 com um laudo de uma junta médica especializada indicando minha aposentadoria. Todavia, é oportuno esclarecer que não existe ilegalidade na minha nomeação no Governo do Estado, conforme parágrafo 10 do ART. 37 da CF, que versa sobre aposentadoria e o acúmulo de cargos de livre nomeação”, expressou.

A esposa de Minoru acrescentou que conversou com o governador Gladson Cameli sobre a sua necessidade de receber acompanhamentos e monitoramentos periódicos por conta da doença.

“Quando aceitei o convite do Governador Gladson Cameli, ofereci minha vida profissional, minha experiência e formação para colaborar com o desenvolvimento das políticas públicas de meio ambiente. Conversei com o Governo, sobre o acompanhamento e monitoramento periódico que tenho que fazer em relação a doença. Recebi apoio de muitas pessoas com manifestações positivas me incentivando a colaborar”, destacou.

“Que bom que não existiram questionamentos sobre meu currículo e capacidades profissionais para desempenho das funções. Mas é muito triste que o debate político ideológico chegue ao ponto de rememorar períodos de grande dor e sofrimento pra mim e minha família. Trago ainda no corpo e na alma marcas e cicatrizes que somente eu e meu esposo conhecemos. Finalizo, convidando todos a viver com mais empatia, que é uma das ferramentas que nos permitiriam uma convivência melhor em sociedade com mais respeito e carinho uns pelos outros”, finalizou a nova presidente do IMC.

Repercussões

A nomeação de Degmar e a decisão de Minoru em apoiar o governador Gladson Cameli nas próximas eleições gerou inúmeras repercussões entre políticos do Acre. Críticas foram lançadas, inclusive, pela deputada Mara Rocha, que chamou o ex-reitor de traidor e oportunista.

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