17 de junho de 2024

Paraplégico por causa da pólio, acreano encontra inclusão no basquete: “Todo mundo é igual”

Técnico cita alegria em ver desenvolvimento dos paratletas

O acreano Wemerson Pereira é agente de portaria e ficou paraplégico por causa das sequelas da poliomielite, doença mais conhecida como paralisia infantil. Ao todo, foram seis cirurgias, sendo quatro no pé direito e duas no pé esquerdo.

Há dois anos, ele começou a praticar basquete adaptado, em Rio Branco. As sequelas são tratadas com exercícios, que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados.

– Aqui a gente consegue curar quase tudo, todas as tristezas, aqui a gente solta tudo. O preconceito existe, mas aqui não. Aqui todo mundo é igual, aqui todo mundo se trata bem – destaca o paratleta sobre treinos com equipe de basquete em cadeiras de rodas

Wemerson pereira, paratleta de basquete em cadeiras de rodas — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Wemerson pereira, paratleta de basquete em cadeiras de rodas — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

No basquete adaptado, o paratleta fez novas amizades e até aprendeu uma fase que é proibida ser dita, segundo o treinador Manielden Távora, que treina paratletas do basquete há mais de 10 anos.

– Aqui é proibido dizer: “eu não consigo”. Eles são proibidos de dizerem isso porque eles conseguem tudo – afirma.

– É muito satisfatório, é muito bom ver que os limites físicos deles são totalmente ultrapassados pela vontade do coração e da mente – completa o treinador.

Manielden Távora, treinador de basquete adaptado — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Manielden Távora, treinador de basquete adaptado — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

No basquete em cadeiras de rodas, cada paratleta tem uma classificação, chamada de classificação funcional. Os paratletas que têm maior mobilidade em cima da cadeira têm uma pontuação maior que vai de 0,5 até 4,5.

– Aqui é um momento que a gente se sente livre, por ter todos da mesma situação que a gente. Eu me sinto bem acolhida aqui, me sinto bem feliz – destaca Ana Clara Alves, que recentemente foi convocada pela seleção brasileira de basquete adaptado.

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