O Acre consolidou sua posição como uma das referências educacionais do país. De acordo com os dados do Censo Escolar 2025, divulgados recentemente, o estado agora figura entre os dez melhores do Brasil no quesito ensino médio em tempo integral. Com 28% dos estudantes matriculados neste modelo, o Acre ocupa a 9ª posição no ranking nacional.
O desempenho acreano chama atenção por superar tanto a média nacional (26%) quanto os índices dos estados vizinhos na Região Norte. Enquanto o Acre avança com quase um terço de seus alunos no integral, estados como o Pará registram 21%, seguidos por Amazonas (13%) e Rondônia, que apresenta apenas 7% de adesão.

Censo Escolar 2025 coloca o Acre entre os dez estados com maior adesão ao ensino integral; Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram maior número de escolas./ Foto: Mardilson Gomes/SEE
Salto na Infraestrutura O crescimento da rede foi exponencial. O titular da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Aberson Carvalho, lembra que o trabalho começou com apenas 12 escolas e hoje já alcança 60 unidades em todo o estado. “É um crescimento muito expressivo, que demonstra o compromisso com a melhoria da aprendizagem”, afirmou o secretário.
Atualmente, o Acre possui 32 escolas de ensino médio integral distribuídas em oito municípios:
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Rio Branco: 16 unidades
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Cruzeiro do Sul: 9 unidades
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Acrelândia: 2 unidades
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Brasileia, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá: 1 unidade cada.
Qualidade Além da Carga Horária
Para a diretora de Ensino da SEE, Gleice Souza, o sucesso do modelo deve-se à proposta pedagógica que vai além das sete horas diárias. Os alunos têm acesso a projetos de vida, disciplinas eletivas e práticas integradoras. “O aluno aprende na prática, desenvolvendo habilidades previstas na BNCC com apoio de conectividade e alimentação adequada”, explica a diretora.
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Inovação no Campo
Um dos grandes diferenciais de 2026 é a expansão para a zona rural, iniciativa ainda rara na Região Norte. O maior exemplo é a Escola Agrícola Jean Pierre Mingan, em Acrelândia. Na unidade, os alunos agora conciliam o eixo comum da educação básica com a formação técnica agrícola, garantindo qualificação profissional sem precisar sair do campo.
