Um estudo coordenado por pesquisadoras da Universidade Estadual Paulista identificou redução significativa de infecções em bebês internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais. A pesquisa aponta que medidas simples, sem custo adicional, podem impactar diretamente na saúde dos recém-nascidos.
De acordo com os dados, houve queda de 18,5% nos casos de sepse tardia, uma das principais causas de morte entre bebês prematuros de baixo peso. A condição é uma resposta inflamatória grave do organismo a infecções e representa um dos maiores desafios em UTIs neonatais.
Na ocasião, os pesquisadores destacaram que recém-nascidos prematuros são mais vulneráveis devido ao sistema imunológico ainda imaturo. Além disso, o uso de dispositivos como cateteres e ventilação mecânica, embora essenciais, pode facilitar a entrada de micro-organismos.
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Conforme o estudo, a adoção de protocolos de controle e organização do cuidado foi fundamental para a redução dos casos. Entre as estratégias, estão o uso mais criterioso de antibióticos, melhorias na higiene e incentivo ao início precoce da alimentação com leite materno.
Ao todo, a pesquisa acompanhou quase 2 mil bebês internados por mais de 72 horas. Os resultados também indicaram redução de complicações relacionadas a procedimentos hospitalares e maior eficiência na assistência neonatal.
O levantamento reforça que ações simples e padronizadas podem contribuir para salvar vidas, especialmente em ambientes de alta complexidade como as UTIs neonatais.
Metrópoles
