O médico e ex-governador do Acre, Tião Viana, publicou nas redes sociais um alerta sobre a circulação do vírus da Febre do Nilo Ocidental no Brasil. A postagem compartilhada por ele reproduz conteúdo de um boletim da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) que chama atenção para a presença silenciosa da doença no país.
De acordo com a entidade científica, o vírus já apresenta evidências de circulação em diferentes regiões brasileiras ao longo da última década. Levantamentos epidemiológicos apontam 110 casos prováveis ou confirmados da doença em 13 estados entre 2014 e 2024, indicando que o vírus permanece ativo, embora com baixa quantidade de diagnósticos clínicos.
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A publicação citada por Tião Viana faz parte de uma newsletter da SBMT que alerta para a necessidade de vigilância contínua. O comunicado ganhou repercussão após a confirmação recente de um caso em Mato Grosso envolvendo um bebê, o que reacendeu o debate sobre a presença do vírus no território brasileiro.
O que é a Febre do Nilo Ocidental
A Febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. As aves atuam como reservatórios naturais do vírus, enquanto humanos e outros mamíferos podem ser infectados de forma incidental.
A maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Estimativas indicam que cerca de 80% das infecções são assintomáticas, enquanto uma parcela menor pode desenvolver febre, dores no corpo ou, em casos raros, complicações neurológicas mais graves.
A publicação compartilhada por Tião Viana chamou atenção de seguidores ao destacar que o vírus pode estar circulando de forma discreta no país, o que exige monitoramento constante das autoridades de saúde e da comunidade científica.
Especialistas ressaltam que a presença do vírus no Brasil não significa necessariamente um surto, mas reforça a importância de vigilância epidemiológica e controle de mosquitos, estratégia semelhante à utilizada para outras arboviroses como dengue, zika e chikungunya.
