Fortalecer quem já produz, criar condições para novos investimentos e fazer as potencialidades do Acre se transformarem em mais emprego e renda para a população. Essa é a visão apresentada pelo candidato ao Governo do Acre, senador Alan Rick, no primeiro eixo de seu plano de governo, protocolado na Justiça Eleitoral na última quarta-feira, 12.
O documento parte do entendimento de que o estado tem potencial para crescer, mas ainda enfrenta obstáculos que dificultam transformar essa capacidade em oportunidades. Entre eles estão problemas de logística, assistência técnica limitada, alto custo dos insumos, baixa agregação de valor à produção e entraves para novos negócios. A agricultura familiar tem peso importante nesse cenário: são 26.851 estabelecimentos rurais, equivalentes a 91% das propriedades, ao lado de cadeias como pecuária, café, grãos, banana, castanha e madeira legal.
“Não podemos falar em desenvolvimento sem criar condições para quem trabalha, produz e empreende crescer. O Acre tem potencial, tem gente trabalhadora e tem riquezas. O que precisamos é fazer o Estado funcionar como parceiro, ajudando a abrir caminhos para transformar tudo isso em oportunidade, emprego e renda para a nossa população”, afirma Alan Rick.
Na prática, o plano propõe ampliar a assistência técnica em todas as regiões, facilitar o acesso ao crédito rural, incentivar inovação e tecnologia no campo e fortalecer cooperativas e associações. A estratégia alcança diferentes cadeias produtivas, da pecuária, café e grãos à mandioca, fruticultura, piscicultura, suinocultura, avicultura e produtos da sociobiodiversidade.
A proposta também busca agregar mais valor ao que é produzido no Acre, com incentivo à industrialização e ao beneficiamento da produção, além da abertura de novos mercados dentro e fora do país. O plano prevê aproximar produtores, cooperativas, agroindústrias e compradores e aproveitar a posição geográfica do estado para ampliar o comércio com os países vizinhos e a região do Pacífico.
A bioeconomia integra essa mesma estratégia, com o aproveitamento sustentável da floresta e agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade. O objetivo é fazer com que atividades ligadas à floresta também gerem oportunidades para produtores, extrativistas, comunidades e cooperativas.
“Nosso desafio é fazer a riqueza do Acre gerar riqueza para os acreanos. Isso significa apoiar o pequeno produtor, fortalecer o agro, incentivar a indústria, o comércio e os serviços e aproveitar de forma responsável as oportunidades da nossa floresta. É trabalho para fazer o Acre crescer de verdade e permitir que as pessoas construam o futuro delas aqui”, destaca Alan Rick.
O plano prevê ainda reduzir burocracias, fortalecer a segurança jurídica e aproximar o poder público do setor produtivo para estimular investimentos e novos negócios. Pesquisa e inovação também entram nessa estratégia, com parcerias entre universidades, Embrapa, IFAC e setor produtivo para aumentar a produtividade e a competitividade da economia acreana.
