Os analistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,02% ao fim de 2026. Os dados constam no Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17).
Caso o percentual se confirme, o resultado ficará acima do teto estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central de inflação para este ano é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — o que fixa o limite superior em 4,5%.
Em julho, o indicador oficial de preços registrou variação de 0,07%, acumulando alta de 4,44% nos últimos 12 meses. No ano anterior, a inflação fechou em 4,26%, permanecendo dentro do intervalo permitido pela regra.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,98%. Para os anos seguintes, o mercado promoveu revisões: a projeção para 2027 recuou de 1,52% para 1,50%, enquanto a de 2028 passou de 2% para 1,89%. O PIB brasileiro havia registrado expansão de 2,3% em 2025, segundo o IBGE.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a expectativa para o encerramento do ano permaneceu em 13,75% ao ano. Atualmente fixada em 14% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), a projeção sinaliza a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro. As estimativas para 2027 e 2028 ficaram em 12% e 10,50%, respectivamente.
No câmbio, a cotação do dólar para o encerramento de 2026 foi mantida em R$ 5,20. A projeção para 2027 subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29, enquanto o valor estimado para 2028 permaneceu em R$ 5,30.
