Acre registra nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, diz Fiocruz

Em nível nacional, o cenário sugere que casos de SRAG sinalizam estabilização ou oscilação

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 02/07/2026 às 14:36
Mortes por síndrome respiratória preocupam no Acre/Foto: Reprodução

Dados do novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (2) mostra que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas no Acre. A análise é referente à Semana Epidemiológica 25, período de 6 a 27 de junho.

A atualização aponta que a alta no número de casos de SRAG na maioria dos estados está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. O VSR hospitaliza sobretudo crianças pequenas e é uma das principais causas de bronquiolite nessa faixa etária.

Com exceção dos estados do Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins, todas os estados ainda apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Acre registra nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, diz Fiocruz

Fonte: InfoGripe

O estudo constatou ainda que que 9 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 25, incluindo Rio Branco: Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (NA), Goiânia (GO), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio De Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Além disso, 11 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Joao Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Palmas (TO) e Salvador (BA).

Dados epidemiológicos

Em nível nacional, o cenário atual sugere que casos notificados de SRAG sinalizam estabilização ou oscilação nas tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) e de curto prazo (últimas 3 semanas). Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 22,1% de influenza A, 4,1% de influenza B, 38,1% de vírus sincicial respiratório, 30,8% de rinovírus e 4,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 14,5% de influenza A, 8,1% de influenza B, 55,2% de vírus sincicial respiratório, 23,1% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2.

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