Dados do novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (2) mostra que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas no Acre. A análise é referente à Semana Epidemiológica 25, período de 6 a 27 de junho.
A atualização aponta que a alta no número de casos de SRAG na maioria dos estados está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. O VSR hospitaliza sobretudo crianças pequenas e é uma das principais causas de bronquiolite nessa faixa etária.
Com exceção dos estados do Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins, todas os estados ainda apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.
O estudo constatou ainda que que 9 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 25, incluindo Rio Branco: Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (NA), Goiânia (GO), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio De Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Além disso, 11 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Joao Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Palmas (TO) e Salvador (BA).
Dados epidemiológicos
Em nível nacional, o cenário atual sugere que casos notificados de SRAG sinalizam estabilização ou oscilação nas tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) e de curto prazo (últimas 3 semanas). Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 22,1% de influenza A, 4,1% de influenza B, 38,1% de vírus sincicial respiratório, 30,8% de rinovírus e 4,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 14,5% de influenza A, 8,1% de influenza B, 55,2% de vírus sincicial respiratório, 23,1% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2.



