Após o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) ser retirado da ata retificadora da convenção estadual da Federação União Progressista (União Brasil/PP), que busca a eleição de Mailza como governadora, o pré-candidato ao governo do Acre Tião Bocalom (PSDB) afirmou, em uma publicação nas redes sociais, neste sábado (8), que é o único candidato “bolsonarista” na disputa pelo Governo do Estado.
Na postagem, Bocalom aproveitou para criticar os demais nomes que disputam o eleitorado de direita e classificá-los como “oportunistas”.
Na versão original da ata da União Progressista, Flávio Bolsonaro aparecia entre os nomes mencionados nas diretrizes de campanha. Após uma retificação protocolada junto à Justiça Eleitoral, porém, a referência ao senador foi retirada.
A mudança, contudo, não significa que os candidatos ou partidos estejam impedidos de apoiar Flávio Bolsonaro. Segundo a coordenação jurídica da campanha de Mailza, o diretório nacional da federação orientou apenas que não fosse registrada na ata uma obrigatoriedade de apoio a uma candidatura presidencial, já que não existe uma coligação estadual para a disputa pelo Palácio do Planalto.
“O diretório nacional apenas pediu para não deixar registrado a obrigatoriedade na ata, já que não existe coligação em âmbito estadual para candidatura à Presidência, mas deixou os partidos no âmbito estadual a decidirem livremente o apoio ao candidato a presidente”, explicou Cristopher Mariano, coordenador jurídico da campanha de Mailza.
O advogado também afirmou que a alteração ocorreu antes de declarações posteriores de Flávio Bolsonaro sobre apoio a nomes que disputam as eleições no Acre e que, portanto, não houve relação entre os fatos. “A alteração da ata foi realizada antes desse anúncio, e não tem nenhuma relação com a fala”, afirmou.
A própria coordenação de campanha de Mailza divulgou nota reforçando que a retificação “não representa retirada de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República”. Segundo a campanha, a mudança ocorreu por “adequações legais” diante da inexistência de uma coligação formal, em âmbito nacional, da federação vinculada a uma candidatura presidencial específica.
