O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou de constar na ata retificadora da convenção estadual da Federação União Progressista (União Brasil/PP), que oficializou as candidaturas de Mailza Assis ao Governo do Acre, Jéssica Sales como vice, além de Gladson Camelí e Márcio Bittar ao Senado nas eleições de 2026.
Na versão original do documento, um trecho sobre as diretrizes de campanha determinava fidelidade às candidaturas majoritárias apoiadas pela federação e citava, além dos nomes da disputa estadual, Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.
Após a retificação protocolada junto à Justiça Eleitoral, a referência ao senador foi retirada. A nova versão manteve apenas as candidaturas de Mailza Assis e Jéssica Sales ao Governo do Estado e Gladson Camelí e Márcio Bittar ao Senado Federal.
O ContilNet entrou em contato, ainda nesta sexta-feira (7), com o coordenador jurídico da campanha, Cristopher Mariano, que afirmou que a mudança não teve relação com declarações posteriores de Flávio Bolsonaro — que teria manifestado apoio aos candidatos Márcio Bittar e Mara Rocha —, e que o objetivo foi apenas adequar o documento.
“A alteração da ata foi realizada antes desse anúncio, e não tem nenhuma relação com a fala”, afirmou.
Segundo Cristopher, o diretório nacional da federação orientou que não fosse registrada na ata uma obrigatoriedade de apoio a um candidato à Presidência, já que não existe coligação em âmbito estadual para a disputa presidencial.
“O diretório nacional apenas pediu para não deixar registrado a obrigatoriedade na ata, já que não existe coligação em âmbito estadual para candidatura à Presidência, mas deixou os partidos no âmbito estadual a decidirem livremente o apoio ao candidato a presidente”, explicou.
O coordenador jurídico ressaltou ainda que não fala em nome da Federação União Progressista nem dos candidatos ao Senado, Gladson Camelí e Márcio Bittar, mas apenas da governadora Mailza Assis. Segundo ele, a chefe do Executivo estadual já declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Durante a convenção que homologou as candidaturas da federação, Gladson Camelí e Márcio Bittar haviam mencionado apoio ao senador na corrida presidencial.
A retirada do nome de Flávio Bolsonaro da ata, portanto, não representa, segundo a coordenação jurídica, uma mudança formal de apoio, mas uma adequação do documento para deixar a decisão presidencial sob autonomia dos partidos.
Em nota, a coordenação de campanha da governadora enfatizou que a “retificação da ata da convenção da Federação União Progressista no Acre não representa retirada de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República”. Segundo o documento, a alteração foi “realizada para adequações legais do documento diante da inexistência de uma coligação formal, em âmbito nacional, da Federação União Progressista vinculada a uma candidatura presidencial específica”.
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA:
NOTA – RETIFICAÇÃO DE ATA
A campanha da governadora Mailza esclarece que a retificação da ata da convenção da Federação União Progressista no Acre não representa retirada de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A alteração foi realizada para adequações legais do documento diante da inexistência de uma coligação formal, em âmbito nacional, da Federação União Progressista vinculada a uma candidatura presidencial específica. Por esse motivo, o trecho passou a tratar exclusivamente das candidaturas majoritárias formalizadas no Acre e deixou de abordar candidatura presidencial.
A composição política da aliança estadual permanece inalterada. O Partido Liberal integra a coligação Avança Acre, e o senador Márcio Bittar, do PL, segue como um dos candidatos ao Senado Federal apoiados pelo grupo.
A campanha reforça que a retificação teve caráter formal e partidário e não representa rompimento, mudança de posicionamento político ou adesão a outro candidato à Presidência da República.
