O custo da cesta básica de alimentos em Rio Branco atingiu R$ 692,04 no mês de julho, registrando alta de 1,74% em comparação com junho. Em relação a julho de 2025, o conjunto de produtos essenciais acumula encarecimento de 7,93%. Os dados constam na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, produzida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar do avanço no valor total do mês, metade dos 12 itens pesquisados na capital acreana apresentou recuo de preços. As principais quedas foram registradas no tomate (-8,65%), no café em pó (-3,19%) e no arroz agulhinha (-1,45%). Em contrapartida, os aumentos no feijão carioca (3,37%), no pão francês (1,59%), no leite integral (1,34%) e na farinha de mandioca (0,88%) puxaram o indicador para cima.
A pressão sobre o bolso do consumidor ganha dimensão quando observada no recorte acumulado. Nos últimos 12 meses, o feijão carioca subiu 33,03% em Rio Branco, acompanhado pela carne bovina de primeira (19,09%), banana (15,38%), tomate (6,61%), leite integral (4,85%) e pão francês (2,57%).
No balanço dos sete primeiros meses do ano (janeiro a julho), a inflação dos alimentos continua concentrada em itens de consumo diário: o tomate acumula alta de 40,39%, o feijão carioca chega a 36,09% e a carne bovina de primeira acumula encarecimento de 10,69%. Leite integral (8%), pão francês (4,02%) e arroz agulhinha (3,14%) também registraram reajustes positivos no ano.
Para o trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621, a aquisição dos itens básicos exigiu a jornada de 93 horas e 55 minutos no mês de julho — uma ligeira melhora em relação às 95 horas e 35 minutos apuradas em junho.
Considerando o salário mínimo líquido, descontado a parcela de 7,5% da Previdência Social, o custo da cesta básica representou o comprometimento de 46,15% do rendimento em julho, frente aos 46,97% anotados no mês anterior.
