11/08/2026

Família aponta supostos erros de hospital após morte de jovem que foi atropelado

Por Ricardo Amaral, ContilNet

A família de Deyvid Silva dos Anjos, de 36 anos, que morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Sena Madureira, divulgou uma nota nesta terça-feira (11) solicitando esclarecimentos sobre o atendimento recebido pelo trabalhador no Hospital João Câncio Fernandes.

Deyvid sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave após ser atropelado por uma motocicleta. Segundo os familiares, ele apresentava comprometimento do nível de consciência e alterações no quadro hemodinâmico e chegou à unidade hospitalar em estado considerado grave.

De acordo com informações e documentos que estão sendo reunidos pela família, teria ocorrido uma demora de aproximadamente 20 minutos na tomada de decisão sobre o manejo das vias aéreas. Os familiares afirmam que, inicialmente, foi utilizada uma máscara laríngea, dispositivo considerado temporário, antes da realização da intubação orotraqueal.

A família também questiona o atendimento durante o transporte do paciente. Conforme o relato, a sedação e a analgesia não teriam sido realizadas de maneira adequada. Durante o deslocamento, Deyvid teria despertado, apresentado vômitos e sofrido uma broncoaspiração.

Ainda segundo os familiares, a médica responsável pelo transporte estaria sentada no banco da frente da ambulância, enquanto o paciente permanecia na parte traseira. Durante o trajeto, o quadro clínico teria piorado e Deyvid sofreu uma primeira parada cardiorrespiratória.

Após as manobras de reanimação realizadas pela equipe do Samu, os sinais vitais teriam retornado. A equipe então retornou do trecho do km 15, entre Sena Madureira e Rio Branco, em direção ao Hospital João Câncio Fernandes, onde o paciente seria estabilizado.

Já na unidade hospitalar, segundo a família e documentos que estão sendo analisados, foram realizadas outras três tentativas de intubação orotraqueal. Durante o atendimento, Deyvid sofreu uma nova parada cardiorrespiratória e não resistiu, tendo o óbito posteriormente confirmado.

Os familiares também levantam questionamentos sobre as condições da equipe médica disponível naquele momento. Segundo a nota, um dos médicos plantonistas estaria com o braço enfaixado, situação que, para a família, precisa ser esclarecida diante da necessidade de realização de procedimentos de emergência.

Outro ponto levantado é a possibilidade de acionamento de uma equipe avançada do Samu de Rio Branco. A família questiona se, diante da gravidade do quadro e de uma eventual limitação da equipe disponível em Sena Madureira, seria necessário solicitar suporte médico especializado.

Os familiares afirmam possuir documentos e outros elementos que pretendem apresentar às autoridades competentes para que sejam analisadas as circunstâncias do atendimento e verificado se os protocolos médicos foram devidamente cumpridos.

A reportagem procurou a direção do Hospital João Câncio Fernandes para obter esclarecimentos sobre os questionamentos apresentados pela família e aguarda um posicionamento oficial sobre o caso.

Conteúdo Original / Fonte: Ricardo Amaral, ContilNet

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.