Servidoras usaram as redes sociais para denunciar suposta pressão da Secretaria de Educação após manifestações realizadas em defesa da permanência da diretora de uma escola estadual. Em vídeo publicado nesta quarta-feira (13), a representante escolar afirma que a gestão da Educação tentou intimidar servidores e estudantes durante o retorno das aulas.
Segundo o relato, um representante da secretaria esteve na unidade escolar para acompanhar o protocolo de retomada das atividades após o atentado registrado na semana passada. No entanto, de acordo com a denúncia, em vez de dialogar sobre a situação, ele teria criticado o protesto realizado pela comunidade e tentado desmobilizar o movimento.
“Estamos aqui manifestando nossa indignação porque estão tentando nos calar, e nós não vamos nos calar. Queremos a nossa diretora de volta e uma resposta urgente do secretário de Educação. Estamos vivendo um momento muito difícil. Na semana passada aconteceu um atentado, nossos alunos estão com medo e, além disso, perdemos a nossa diretora. Como fica o psicológico desses estudantes? É isso que a secretaria quer?”, questionou.
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Uma das servidoras também relatou preocupação com o estado emocional dos estudantes após o episódio de violência ocorrido na escola. Ainda segundo a denúncia, a ausência da diretora no retorno às aulas teria causado impacto entre os alunos, que estariam inseguros e emocionalmente fragilizados.
Outro ponto levantado no vídeo foi a suposta abordagem feita contra uma coordenadora da escola. Segundo os relatos, ela teria sido pressionada por um integrante da gestão educacional, situação considerada desrespeitosa pelos funcionários.
“A gente não está pedindo nada além de esclarecimento, respeito e transparência, coisas que a secretaria não está tendo com a gente. Estão sendo totalmente desrespeitosos e afrontando um movimento que sempre foi feito com muito respeito. Nós queremos respostas, mas eles estão tentando oprimir a nossa escola. E não vão conseguir, porque nós não vamos nos calar”, declarou.
Ao final, as servidoras afirmam que continuarão cobrando esclarecimentos, transparência e respeito por parte da Secretaria de Educação, além de manter os atos em defesa da equipe gestora da unidade escolar.
