16/08/2026

Seu carro está na campanha? Cuidado para não perder o seguro

O ideal é verificar se será necessário alterar a modalidade de utilização do veículo

Por Redação ContilNet
Ação garantiu a proteção dos fiéis e a fluidez do tráfego em pontos estratégicos do município/ Foto: Reprodução

O que parece uma simples ajuda a um candidato durante a campanha eleitoral pode acabar criando um problema inesperado para o proprietário do veículo: o risco de perder a cobertura do seguro em caso de acidente, roubo ou outro sinistro.

O adesivo político colado no carro não coloca a apólice em risco. O problema está no uso do veículo para atividades de campanha eleitoral, quando o automóvel deixa de ter exclusivamente a finalidade particular informada à seguradora no momento da contratação.

A informação foi divulgada pelo UOL Economia, que ouviu especialistas do setor de seguros sobre a utilização de veículos durante campanhas eleitorais.

Segundo Jaime Soares, presidente da Comissão de Seguros de Automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), quando um carro segurado como veículo de uso particular passa a ser utilizado para outras finalidades, essa mudança precisa ser informada à seguradora.

E é justamente aí que mora o perigo.

Um proprietário pode contratar o seguro declarando que utiliza o automóvel para atividades particulares e, durante uma campanha, começar a usá-lo para transportar material eleitoral, pessoas, equipamentos, organizar deslocamentos ou prestar apoio logístico a candidatos e equipes.

Nesse caso, o veículo passa a ter uma utilização diferente daquela considerada pela seguradora na contratação.

As empresas do setor argumentam que veículos empregados em campanhas eleitorais ficam mais expostos a riscos. São mais deslocamentos, participação em eventos, circulação em locais movimentados e maior exposição a acidentes, roubos, furtos e até atos de vandalismo.

Por isso, o uso eleitoral pode exigir uma atualização do contrato. Caso o segurado não informe a mudança e ocorra um sinistro, a alteração da finalidade do veículo poderá ser questionada pela seguradora e comprometer o direito à indenização, dependendo das condições previstas na apólice e das circunstâncias do caso.

Assim, quem pretende emprestar ou colocar o próprio carro à disposição de uma campanha eleitoral deve consultar previamente a seguradora ou o corretor. O ideal é verificar se será necessário alterar a modalidade de utilização do veículo e se haverá mudança no prêmio ou nas condições da apólice.

A orientação pode evitar uma dor de cabeça justamente no momento em que o proprietário mais precisar do seguro.

Lembrando mais uma vez que o adesivo pode continuar no carro. O que exige cuidado é transformar o veículo particular em carro de campanha sem comunicar a seguradora.

A informação foi publicada originalmente pelo UOL Economia, com base em declarações de especialistas e representantes do setor de seguros.

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