O mercado de trabalho acreano encerrou o segundo trimestre de 2026 com indicadores positivos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14), o Acre registrou uma taxa de desemprego de 6,6% entre os meses de abril e junho — mesmo percentual do Ceará e próximo à média nacional, que ficou em 5,4%.
O destaque do estado aparece no ritmo de recuperação: a taxa de desocupação local recuou 1,6 ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre do ano. O avanço colocou o Acre no grupo dos três estados brasileiros com os recuos mais expressivos do indicador na passagem de período, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.) e empatado com a Paraíba (-1,6 p.p.).
Se no cenário nacional a renda média do trabalhador ficou estagnada — registrando R$ 3.738 no trimestre —, o Acre tomou o caminho inverso. Foi o único estado do país a apresentar um aumento real e estatisticamente significativo nos ganhos do trabalhador na comparação com o início do ano.
O rendimento médio mensal do trabalhador acreano teve um avanço de 9%, alcançando a marca de R$ 3.149. Em contrapartida, unidades federativas como o Distrito Federal viram seus ganhos médios despencarem 9,5% no mesmo intervalo, enquanto o restante do país manteve estabilidade.
Em todo o Brasil, apenas 13 estados conseguiram reduzir de forma expressiva o nível de desemprego no segundo trimestre, enquanto os outros 14 mantiveram estabilidade dentro das margens de erro da pesquisa. As maiores taxas de desocupação do país continuam concentradas na Região Nordeste e no Norte, lideradas pelo Amapá (9,8%) e pela Bahia (9,1%). Na outra ponta, Santa Catarina (2,1%) e Mato Grosso (2,2%) ostentam os menores índices.
