Mesmo após a vitória por 2 a 1 sobre o Macará, do Equador, na noite de quinta-feira (13/8), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, o atacante Neymar adotou um tom de cobrança em relação às arquibancadas da Vila Belmiro. Na saída de campo, o camisa 10 pediu aos torcedores que parem com as vaias durante as partidas e ajudem a resgatar o ambiente de pressão do estádio.
Na avaliação do jogador, as cobranças excessivas ao longo dos 90 minutos têm atrapalhado o rendimento do grupo dentro de campo.
“Nós entendemos a situação, mas, se a gente ficar remoendo o passado, o que será do futuro? O que será do agora? Estamos em várias competições. Vamos desfrutar e aproveitar esse momento. Toda vez que eu erro ou um companheiro erra, já vem coisa. Incentiva. Para de vaiar, mano. Bate palma, vamos”, declarou o atacante na zona mista.
Neymar ponderou que considera legítimo o protesto após o apito final, mas ressaltou a importância do apoio enquanto a bola estiver rolando. O jogador afirmou sentir falta da atmosfera intimidadora que historicamente marcou os confrontos na Vila Belmiro.
“Estávamos perdendo? Mas e a hora que virar? Eu respeito vaiar no fim, acabou o jogo, dou 100% de razão. Mas, durante a partida, não. Vamos tentar nos ajudar. Aqui sempre foi ‘alçapão’, calor. Falavam que era foda jogar aqui. Hoje em dia, não sentimos mais o ambiente de antes. Sinto saudades disso. O torcedor nos cobra e agora estou cobrando eles também”, acrescentou.
Ao analisar o momento do elenco, o camisa 10 destacou que o Santos passou a ter um perfil de vitórias construídas no empenho, deixando para trás o histórico de goleadas fáceis.
“O incentivo da torcida é válido até o final. Não vamos ganhar de 3 ou 4 a 0. Nosso time é isso aí. Vamos sofrer. O Santos virou isso. É sofrido, na raça, na vontade, mas, se nos unirmos, vamos longe”, concluiu.
