Micaelli Araújo, de 22 anos, e o namorado Rafael Damasceno usavam perfil clonado e estoques falsos de celulares para receber Pix e bloquear vítimas.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 8ª Delegacia de Polícia (Cidade Estrutural), deflagrou nesta sexta-feira (14/8) a Operação Reflexo para desarticular um esquema de fraude eletrônica operado por uma universitária e seu companheiro. A estudante do 7º semestre de direito Micaelli Araújo, de 22 anos, e Rafael dos Santos Damasceno, de 25, foram presos preventivamente no Estado de São Paulo com apoio da Polícia Civil paulista (PCSP).
De acordo com as informações apuradas pelos jornalistas Felipe Machado e Carlos Carone para o portal METRÓPOLES, os investigados criaram uma estrutura cenográfica para iludir compradores de celulares pela internet.
“Nas redes, a aluna de direito gravava conteúdos dando dicas de como evitar golpes virtuais. Na prática, o casal montou um cômodo com caixas vazias e fitas para simular mercadorias embaladas e induzir as vítimas ao pagamento via Pix antes de bloqueá-las”, destacaram os repórteres Felipe Machado e Carlos Carone em apuração veiculada no METRÓPOLES.
Clonagem de perfis, apreensões e enquadramento penal
Conforme detalhado pela cobertura de Felipe Machado e Carlos Carone no METRÓPOLES, a investigação revelou um esquema estruturado com diversas vítimas pelo país:
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Réplicas das Lojas: O casal clonava a identidade visual de lojas renomadas de telefonia para conferir credibilidade aos perfis falsos.
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Atendimento Simulado: Os investigados enviavam vídeos e fotos personalizadas mostrando caixas etiquetadas, tranquilizando o comprador sobre o envio.
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Bloqueio Pós-Pix: Assim que a transferência eletrônica era concluída, o envio era cancelado e o cliente era bloqueado em todas as redes.
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Ação Judicial: A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois, expediu mandados de busca, determinou o bloqueio de R$ 20 mil nas contas do grupo e a apreensão de equipamentos.
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Antecedentes e Penas: Rafael já respondia por estelionato virtual no Rio Grande do Sul. O casal foi indiciado por fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), com pena de 4 a 8 anos de reclusão.
Como funcionava a loja cenográfica da estudante de direito presa pela PCDF?
A investigada e o namorado montaram um cômodo com dezenas de caixas vazias de smartphones e materiais de envio para gravar vídeos demonstrando falsos produtos prontos para entrega.
Qual é a pena prevista para o crime investigado na Operação Reflexo?
Os suspeitos foram enquadrados no artigo 171, § 2º-A do Código Penal (Fraude Eletrônica), que prevê reclusão de 4 a 8 anos, além de multa.
