Ação da 38ª DP (Vicente Pires) cumpriu 20 mandados de busca e 4 prisões no DF, SP, PI e MA; criminosos usavam dados reais de processos para cobrar taxas falsas.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), deflagrou a Operação Kitsune para desarticular uma organização criminosa especializada na aplicação do golpe do falso advogado. A ação culminou no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão.
Conforme apurado pela jornalista Larice de Paula para o portal METRÓPOLES, as investigações contaram com o apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e tiveram desdobramentos em municípios paulistas, no Piauí e no Maranhão.
“Com essas informações, integrantes da organização criminosa entravam em contato com as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, principalmente o WhatsApp, passando-se por advogados responsáveis pelos processos ou por funcionários de escritórios de advocacia”, explicou a repórter Larice de Paula na matéria publicada no METRÓPOLES.
Como agia a quadrilha e os alertas de prevenção da Polícia Civil
De acordo com as apurações de Larice de Paula no METRÓPOLES, a organização criminosa atuava a partir do acesso a bancos de dados públicos de tribunais:
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Coleta de Dados: Os golpistas consultavam processos reais para identificar nomes de partes envolvidas, advogados e andamentos de ações judiciais.
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Abordagem pelo WhatsApp: Contatavam as vítimas informando falsamente sobre a liberação de indenizações ou valores a receber.
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Cobrança de Custas Fictícias: Exigiam transferências via Pix sob a justificativa de pagamento prévio de taxas, custas de cartório, impostos ou honorários.
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Pulverização dos Valores: Após os depósitos, os criminosos bloqueavam os contatos e repassavam o dinheiro por diversas contas bancárias.
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Orientação da PCDF: A polícia reforça que os cidadãos devem confirmar qualquer cobrança diretamente com seus advogados por canais oficiais e jamais realizar pagamentos antecipados solicitados via aplicativos de mensagem.
Como funciona o golpe do falso advogado?
Criminosos usam dados reais de processos públicos para contatar vítimas pelo WhatsApp se passando pelo advogado do caso, alegando que há valores a receber e exigindo pagamentos de taxas fictícias via Pix para liberá-los.
O que fazer para não cair no golpe do falso advogado?
Sempre confirme a veracidade da mensagem diretamente com seu advogado ou escritório por telefone fixo ou presencialmente, e nunca faça transferências antecipadas solicitadas por mensagens de texto.
