O Acre está entre os estados com menores índices de Produto Interno Bruto (PIB) do país conforme dados de 2025 do Sistema de Contas Regionais e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, o estado ocupa a penúltima colocação no ranking nacional, alcançando R$ 26 bilhões, o equivalente a apenas 0,2% de toda a riqueza produzida no Brasil, ficando à frente apenas de Roraima, cujo PIB foi de R$ 25 bilhões.
Na Região Norte, o Acre também aparece entre as menores economias, atrás de Pará (R$ 254 bilhões), Amazonas (R$ 162 bilhões), Rondônia (R$ 76 bilhões), Tocantins (R$ 64 bilhões) e Amapá (R$ 28 bilhões).
Em âmbito nacional, São Paulo lidera com um PIB de R$ 3,44 trilhões, seguido por Rio de Janeiro (R$ 1,17 trilhão) e Minas Gerais (R$ 972 bilhões).
Embora os números coloquem o Acre em uma posição desfavorável, especialistas ressaltam que o PIB não mede, sozinho, a qualidade de vida da população. O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinado período e serve como parâmetro para avaliar o tamanho da economia de cada estado.
No caso acreano, a economia é fortemente baseada na administração pública, no setor de serviços, no comércio e na agropecuária. A baixa densidade populacional, a distância dos grandes centros consumidores e os desafios logísticos também influenciam o desempenho econômico do estado.

Acre segue com o segundo menor PIB do Brasil. Fonte: Sistemas de Contas Regionais 2025. dados 2023 (IBGE)
Para o economista, Marcos Vinicius, há espaço para fortalecer a agricultura familiar, a agroindústria, o turismo, os serviços e a economia de fronteira. Mas o principal desafio é não vender só matéria-prima.
“Acre tem muito potencial na bioeconomia e na produção ligada à floresta, como castanha, açaí, borracha, óleos vegetais, mandioca, café, cacau e madeira manejada, o estado precisa transformar mais seus produtos, gerar emprego local e fazer a renda circular nos municípios e isso só acontece com industrialização e apoio do poder público”, declarou.
Além disso, o economista explica que o PIB apresenta se a economia cresceu, mas não necessariamente mostra se esse crescimento chegou na vida das pessoas, visto que pode haver um aumento na produção ou nos serviços, porém a população pode continuar com dificuldade de emprego, renda, transporte, saúde e moradia.
LEIA TAMBÉM: Análise: Bancos veem alívio do IPCA com PIB mais fraco em 2027
Marcos enfatiza os desafios e como investimentos em infraestrutura e logística podem contribuir para o índice do PIB no estado
“No Acre, a logística pesa muito, seja quando um ramal é ruim, a estrada está precária ou o transporte é caro, o produtor perde dinheiro e o que ocasionalmente deixa o produto mais caro para todo mundo”, ressaltou
Além disso, Marcos reforça que investimentos em infraestrutura são fundamentais para impulsionar o crescimento econômico do Acre. Ele explica que melhorias em ramais, pontes, estradas, internet, energia e estruturas de armazenamento contribuem para facilitar o escoamento da produção, reduzir custos e aumentar a competitividade.
Na avaliação do especialista, esse conjunto de ações fortalece o setor produtivo, estimula o comércio e favorece o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), além de refletir positivamente em outros indicadores econômicos e na qualidade de vida da população.
