10/08/2026

Em nota, Embrapa lamenta falecimento do pesquisador Amauri Siviero

Amauri iniciou sua trajetória na Embrapa em dezembro de 1994

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet
Amauri era pesquisador da Embrapa Acre/Foto: Felipe Sá

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Acre) publicou nesta segunda-feira (10) uma nota oficial lamentando o falecimento do pesquisador Amauri Siviero, profissional de destaque e dedicação à ciência e ao desenvolvimento sustentável na região.

Por meio da nota, a instituição prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, reconhecendo o legado deixado por Siviero ao longo de sua trajetória na unidade.

Na nota, a Embrapa lembra o início da trajetória de Amauri na Embrapa, em dezembro de 1994, como fitopatologista. “Suas pesquisas foram fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva da mandiocultura e valorizar espécies alimentares da Amazônia, como as mandiocas e feijões da região do Juruá.  Reconhecido por integrar o saber científico ao conhecimento tradicional de agricultores e povos indígenas, Siviero coordenava atualmente o projeto “Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá””, disse.

LEIA: Luto: morre Amauri Siviero, pesquisador da Embrapa Acre

Os colegas de trabalho de Amauri também lembraram como o pesquisador era no ambiente de trabalho.

Conhecido pelo carinhoso bordão “Jovem”, com o qual presenteava os colegas, Amauri marcava o cotidiano da Unidade e os trabalhos de campo com seu bom humor e espírito agregador.

“Era uma pessoa que aproximava e integrava todos, sempre muito carinhoso. Sua presença fará enorme falta na Unidade”, relata a analista Mauricilia Pereira.

O analista Márcio Bayma também destaca a trajetória compartilhada ao longo de duas décadas: “Tive o privilégio de conviver com o Amauri nos últimos 20 anos em projetos, viagens de campo, congressos e até na minha banca de tese. Ele era um grande amigo de trabalho, de pensamento rápido e com um compromisso genuíno com a agroecologia e a produção familiar. Sua partida deixa uma lacuna enorme.”

Confira a nota:

Faleceu nesta segunda-feira (10 de agosto), em Rio Branco, o pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero, aos 63 anos. 

Amauri iniciou sua trajetória na Embrapa em dezembro de 1994 como fitopatologista e dedicou sua carreira à agricultura familiar, agroecologia e  agrobiodiversidade. Suas pesquisas foram fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva da mandiocultura e valorizar espécies alimentares da Amazônia, como as mandiocas e feijões da região do Juruá.  Reconhecido por integrar o saber científico ao conhecimento tradicional de agricultores e povos indígenas, Siviero coordenava atualmente o projeto “Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá”. 

Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), fez mestrado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e doutorado em Proteção de Plantas na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na academia, atuou como professor da disciplina de Agrobiodiversidade no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Ocidental, na Universidade Federal do Acre (Ufac). 

Entre suas principais obras publicadas estão os livros Agroecologia no Acre (2015), Feijões do Juruá (2017), Etnobotânica e Botânica Econômica do Acre (2019) e Conservação e Tecnologias para Desenvolvimento Agrícola e Florestais do Acre (2020). 

Afeto, energia e legado 

Conhecido pelo carinhoso bordão “Jovem”, com o qual presenteava os colegas, Amauri marcava o cotidiano da Unidade e os trabalhos de campo com seu bom humor e espírito agregador.

“Era uma pessoa que aproximava e integrava todos, sempre muito carinhoso. Sua presença fará enorme falta na Unidade”, relata a analista Mauricilia Pereira.

O analista Márcio Bayma também destaca a trajetória compartilhada ao longo de duas décadas: “Tive o privilégio de conviver com o Amauri nos últimos 20 anos em projetos, viagens de campo, congressos e até na minha banca de tese. Ele era um grande amigo de trabalho, de pensamento rápido e com um compromisso genuíno com a agroecologia e a produção familiar. Sua partida deixa uma lacuna enorme.”

A dimensão do seu trabalho e de seu carisma também foi ressaltada pela pesquisadora Elisa Wandelli, da Embrapa Amazônia Ocidental: “O brilhante pesquisador Amauri Siviero e sua grande e alegre alma farão muita falta para nossos corações e para a pesquisa e o desenvolvimento da soberania alimentar e dos sistemas agrícolas tradicionais! A força da energia do Amauri é eterna, que nos fortaleça para darmos continuidade ao seu trabalho e vivacidade.”

Momento de despedida

O pesquisador estava em tratamento recente contra um câncer de fígado e deixou a esposa Rosana Cavalcante e quatro filhos, Naomi, André, Maria Clara e Sofia.

À família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Amauri, a equipe da Embrapa Acre manifesta seus mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade neste momento de dor. O sepultamento será realizado em Araras, no interior de São Paulo, sua cidade natal. 

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