A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Acre) publicou nesta segunda-feira (10) uma nota oficial lamentando o falecimento do pesquisador Amauri Siviero, profissional de destaque e dedicação à ciência e ao desenvolvimento sustentável na região.
Por meio da nota, a instituição prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, reconhecendo o legado deixado por Siviero ao longo de sua trajetória na unidade.
Na nota, a Embrapa lembra o início da trajetória de Amauri na Embrapa, em dezembro de 1994, como fitopatologista. “Suas pesquisas foram fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva da mandiocultura e valorizar espécies alimentares da Amazônia, como as mandiocas e feijões da região do Juruá. Reconhecido por integrar o saber científico ao conhecimento tradicional de agricultores e povos indígenas, Siviero coordenava atualmente o projeto “Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá””, disse.
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Os colegas de trabalho de Amauri também lembraram como o pesquisador era no ambiente de trabalho.
Conhecido pelo carinhoso bordão “Jovem”, com o qual presenteava os colegas, Amauri marcava o cotidiano da Unidade e os trabalhos de campo com seu bom humor e espírito agregador.
“Era uma pessoa que aproximava e integrava todos, sempre muito carinhoso. Sua presença fará enorme falta na Unidade”, relata a analista Mauricilia Pereira.
O analista Márcio Bayma também destaca a trajetória compartilhada ao longo de duas décadas: “Tive o privilégio de conviver com o Amauri nos últimos 20 anos em projetos, viagens de campo, congressos e até na minha banca de tese. Ele era um grande amigo de trabalho, de pensamento rápido e com um compromisso genuíno com a agroecologia e a produção familiar. Sua partida deixa uma lacuna enorme.”
Confira a nota:
Faleceu nesta segunda-feira (10 de agosto), em Rio Branco, o pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero, aos 63 anos.
Amauri iniciou sua trajetória na Embrapa em dezembro de 1994 como fitopatologista e dedicou sua carreira à agricultura familiar, agroecologia e agrobiodiversidade. Suas pesquisas foram fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva da mandiocultura e valorizar espécies alimentares da Amazônia, como as mandiocas e feijões da região do Juruá. Reconhecido por integrar o saber científico ao conhecimento tradicional de agricultores e povos indígenas, Siviero coordenava atualmente o projeto “Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá”.
Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), fez mestrado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e doutorado em Proteção de Plantas na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na academia, atuou como professor da disciplina de Agrobiodiversidade no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Ocidental, na Universidade Federal do Acre (Ufac).
Entre suas principais obras publicadas estão os livros Agroecologia no Acre (2015), Feijões do Juruá (2017), Etnobotânica e Botânica Econômica do Acre (2019) e Conservação e Tecnologias para Desenvolvimento Agrícola e Florestais do Acre (2020).
Afeto, energia e legado
Conhecido pelo carinhoso bordão “Jovem”, com o qual presenteava os colegas, Amauri marcava o cotidiano da Unidade e os trabalhos de campo com seu bom humor e espírito agregador.
“Era uma pessoa que aproximava e integrava todos, sempre muito carinhoso. Sua presença fará enorme falta na Unidade”, relata a analista Mauricilia Pereira.
O analista Márcio Bayma também destaca a trajetória compartilhada ao longo de duas décadas: “Tive o privilégio de conviver com o Amauri nos últimos 20 anos em projetos, viagens de campo, congressos e até na minha banca de tese. Ele era um grande amigo de trabalho, de pensamento rápido e com um compromisso genuíno com a agroecologia e a produção familiar. Sua partida deixa uma lacuna enorme.”
A dimensão do seu trabalho e de seu carisma também foi ressaltada pela pesquisadora Elisa Wandelli, da Embrapa Amazônia Ocidental: “O brilhante pesquisador Amauri Siviero e sua grande e alegre alma farão muita falta para nossos corações e para a pesquisa e o desenvolvimento da soberania alimentar e dos sistemas agrícolas tradicionais! A força da energia do Amauri é eterna, que nos fortaleça para darmos continuidade ao seu trabalho e vivacidade.”
Momento de despedida
O pesquisador estava em tratamento recente contra um câncer de fígado e deixou a esposa Rosana Cavalcante e quatro filhos, Naomi, André, Maria Clara e Sofia.
À família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Amauri, a equipe da Embrapa Acre manifesta seus mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade neste momento de dor. O sepultamento será realizado em Araras, no interior de São Paulo, sua cidade natal.
